Economia Mercado financeiro eleva para 5,63% expectativa de inflação em 2022

Mercado financeiro eleva para 5,63% expectativa de inflação em 2022

Revisão dos analistas aumenta projeção para o índice oficial de preços deste ano pela segunda semana consecutiva, mostra BC

  • Economia | Do R7

Preços administrados vão fechar 2022 com queda superior a 4%

Preços administrados vão fechar 2022 com queda superior a 4%

Pixabay - 21.07.2021

As expectativas do mercado financeiro para a inflação de 2022 subiram pela segunda semana consecutiva, segundo informações apresentadas nesta segunda-feira (7) pelo BC (Banco Central), a partir de estimativas apresentadas por analistas.

A previsão atual é de que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerre o ano em 5,63%, ante alta prevista de 5,61%. Há quatro semanas, a expectativa era de um salto de 5,74% nos 12 meses, finalizados no próximo dezembro.

As novas projeções vêm em linha com o fim do ciclo de inflações no campo negativo. Para outubro, a previsão é de alta dos preços na casa de 0,42%. Em novembro e dezembro, os analistas projetam avanços de, respectivamente, 0,4% e 0,66%.

As sequências de 16 previsões de alta menor dos preços, interrompida na semana passada, seguiram a redução da alíquota do ICMS sobre a gasolina e a energia elétrica nos estados — após o governo federal ter zerado o PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol até o fim deste ano.

Mesmo com a alta atual, as expectativas ainda indicam a convergência da inflação oficial para a meta estabelecida pelo governo para o período, de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto (de 2% a 5%). Para 2023, 2024 e 2025, as previsões para o índice oficial de preços permaneceram estáveis em 4,94%, 3,5% e 3%, respectivamente.

Juntamente com as novas projeções, a aposta na cotação do dólar na chegada de 2023 segue em R$ 5,20. Para os preços administrados, como energia e combustíveis e planos de saúde, a expectativa voltou a subiu e passou para uma queda estimada em 4,16% neste ano, resultado a ser motivado pelo corte de impostos.

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