Mercado mantém economia e inflação dentro da meta em 2026, aponta relatório Focus
Dados do documento emitido às segundas-feiras pelo Banco Central mostram que IPCA e PIB do país têm permanecido como previsto
Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo
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A mediana do relatório Focus para crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2026 se manteve em 1,82% e registrou, no último mês, variação de apenas 0,02%. Assim como o indicador, a previsão do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) — a inflação oficial do país — apresentou estabilidade (3,91%) na última semana e subiu 0,08% na comparação mensal, também dentro da meta.
O BC (Banco Central) e o Ministério da Fazenda esperam crescimento de 2,3% na economia brasileira este ano. A estimativa intermediária do Focus sobre o indicador para 2027 permaneceu em 1,80% pela nona semana consecutiva, enquanto as projeções para 2028 e 2029 permaneceram em 2%, pela 103ª e 50ª semanas consecutivas, respectivamente.
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Com mediana de 3,91%, o IPCA está 0,91 ponto porcentual acima do centro da meta de 3%, o que confirma a aproximação do índice às projeções desde o mês passado, quando se consolidou 3,99%.
Para 2027, a previsão do indicador caiu de 3,80% para 3,79%, após 16 semanas de estabilidade. Consideradas as 47 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa passou de 3,80% para 3,74%.
Segundo a trajetória divulgada no comunicado referente à reunião de janeiro do Copom (Comitê de Política Monetária), o BC (Banco Central) prevê que 2026 deve encerrar com alta de 3,40% na inflação e espera que ela caia para 3,20% no horizonte relevante, o terceiro trimestre de 2027.
Para 2028, a mediana do Focus permaneceu em 3,50% pela 17ª semana consecutiva, enquanto os cálculos para 2029 se mantiveram em 3,50%, pela 26ª leitura seguida.
Taxa de juros
A mediana do relatório de mercado Focus para a taxa Selic — a taxa básica de juros do país — no fim deste ano caiu de 12,13% para 12,00%. E, consideradas as 41 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a previsão permaneceu em 12,00%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50%, pela 55ª semana seguida. Consideradas as 37 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana permaneceu em 10,50%.
Enquanto isso, a estimativa para a Selic no fim de 2028 ficou em 10% pela sexta semana seguida e, para 2029, a mediana se manteve em 9,50% pela 18ª.
Em janeiro, o Copom manteve a taxa Selic em 15% pela quinta vez seguida, mas informou que deve começar o processo de corte dos juros na próxima reunião, em março.
“O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária na próxima reunião; porém, reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, afirma a ata da reunião.
Dólar
A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu pela segunda semana seguida, de R$ 5,45 para R$ 5,42, e acompanha a trajetória de reduções. A projeção para a moeda no fim de 2027 se manteve em R$ 5,50, pela quarta semana consecutiva.
Em 2025, o dólar fechou o ano cotado em R$ 5,4840, com perda acumulada de 11,18% frente ao real. A apreciação desse indicador foi motivada pelo enfraquecimento global da moeda estadunidense e pela atratividade dos investimentos com ela na esteira do ciclo de aperto monetário conduzido pelo Banco Central e que levou a Selic a 15% ao ano.
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