Economia Minha Casa Minha Vida puxa recuperação do setor de construção no 3º trimestre

Minha Casa Minha Vida puxa recuperação do setor de construção no 3º trimestre

Mercado registra crescimento de 35% nos lançamentos no período, na comparação com os três meses anteriores, diz CBIC

  • Economia | Do R7, com Agência Estado

Lançamentos da indústria da construção caíram 16% no ano

Lançamentos da indústria da construção caíram 16% no ano

Pexels/Mikael Blomkvist

Com uma queda de 16% nos lançamentos nos primeiros nove meses de 2023, o mercado da construção e venda de imóveis novos mostrou recuperação no terceiro trimestre deste ano, com queda de 8,6% nas unidades lançadas, na comparação com o trimestre anterior. O resultado foi impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida, que respondeu por 46% dos imóveis lançados entre julho e setembro.

Das 64,54 mil novas unidades colocadas no mercado no período, 29,65 mil foram do programa habitacional do governo federal, 46% do total. No segundo trimestre de 2023, o setor de construção lançou 21,84 mil unidades, 31% delas do Minha Casa Minha Vida.

Os dados, divulgados nesta segunda-feira (27), são de um levantamento da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), que considera apenas imóveis residenciais novos e abrange 219 cidades.

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"Apesar da redução dos lançamentos, as vendas tiveram queda menor, estão praticamente estáveis neste ano. Percebe-se um equilíbrio do mercado na oferta final. Para os dois próximos trimestres, nossa projeção é de crescimento, em nível parecido com os dos quartos trimestres de 2021 e de 2022, talvez de 5% a menos que no ano passado", fala o economista Celso Petrucci, responsável pela pesquisa da CBIC.

No acumulado de 2023 até setembro, foram colocadas no mercado 193,9 mil unidades residenciais, 16% menos que os 230,73 mil novos imóveis lançados nos primeiros nove meses de 2022. No mesmo período, foram vendidas 234,9 mil unidades, diminuição de 3% ante as 242,2 mil vendas do ano anterior.  

Entretanto, foi registrado crescimento de 6,5% nas vendas do segundo para o terceiro trimestre deste ano, mesmo com redução de 8,6% nos lançamentos.

"A taxa de desemprego está mais baixa, e o mercado já sente os efeitos da queda da taxa Selic. Ainda não dá para o setor comemorar, mas podemos dizer que a situação está satisfatória para as incorporadoras", completa.

Na comparação entre o terceiro trimestre de 2023 e o mesmo intervalo de 2022, o recuo observado nos lançamentos foi de 20,3%, totalizando 64,5 mil unidades, enquanto as vendas subiram 4,6%, para 82,3 mil.

Com isso, o estoque de imóveis (unidades na planta, em obras e recém-construídas) encolheu 10,5%, ficando em 272,1 mil. No ritmo atual de vendas, esse estoque seria consumido em 10,4 meses.

Em termos financeiros, os imóveis lançados no trimestre totalizaram R$ 36 bilhões, o que representa queda de 18,6% na mesma base de comparação anual. E as vendas atingiram R$ 46 bilhões, aumento de 11,9%.

"As vendas estão saudáveis, com preços sustentáveis, e o mercado imobiliário saudável é importante para combater o déficit habitacional, que hoje é de 6 milhões de moradias", diz o engenheiro Renato Correia, presidente da CBIC.

Ele afirma que o Minha Casa Minha Vida tem um importante papel nesse equilíbrio. "Desde 2009, ele mostra um acerto na condução da política habitacional do país. É um programa de sucesso, com 6 milhões de casas construídas em 14 anos", finaliza Correia.

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