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Mínimo de R$ 1.039 amplia diferença entre piso real e o ideal, diz Dieese

Em setembro, piso nacional necessário para atender as reais necessidades de um trabalhador e sua família deveria ser de R$ 3.980,82

Economia|Márcia Rodrigues, do R7

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Estima-se que mais de 48 milhões de trabalhadores recebam o salário mínimo no país
Estima-se que mais de 48 milhões de trabalhadores recebam o salário mínimo no país

O salário mínimo de R$ 1.039, anunciado em agosto pelo governo federal, e previsto no Ploa (Projeto de Lei Orçamentária Anual) que ainda tramita no Legislativo, deve ampliar a diferença do piso real – que está em vigência atualmente – do ideal – necessário para sustentar uma família de quatro pessoas –, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

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Na quarta-feira (9), o Congresso Nacional aprovou a LDO (Lei das Diretrizes Orçamentárias) e, com ela, o piso nacional de R$ 1.040 para vigorar a partir do ano que vem. No entanto, o governo já sinalizou no Ploa a redução para R$ 1.039, que deve prevalecer.

“O governo e o Congresso consideraram apenas a inflação estimada para calcular o novo piso nacional. A política de valorização do mínimo que vigorava nos últimos anos, não foi considerada. Com isso, deve-se ampliar ainda mais a diferença do mínimo real para o mínimo ideal”, diz José Silvestre, coordenador de relações sindicais do Dieese.

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Em setembro, de acordo com o Dieese, o salário mínimo para suprir as reais necessidades do trabalhador deveria ser de R$ 3.980,82.

Em outubro, esse valor não deve variar muito do montante avaliado para setembro, segundo Silvestre. Atualmente, o piso nacional é de R$ 998.

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Até 2019, segundo o coordenador do Dieese, prevaleceu a política de correção pela inflação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) medida nos últimos 12 meses, acrescida da variação do PIB (Produto Interno Bruto) dos últimos 24 meses,

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Se o governo considerasse o ganho real, de acordo com o coordenador do Dieese, o impacto na renda do trabalhador e na economia seria bastante positivo.

“Estima-se que mais de 48 milhões de pessoas recebam o salário mínimo no país. O piso também serve de referência para o cálculo do reajuste de diversas categorias. Certamente causará impacto nessas negociações, que não devem atingir o aumento real também”, comenta Silvestre.

Como é calculado o mínimo ideal?

Para calcular a estimativa de quanto deveria ser o mínimo nacional, o Dieese considera a cesta básica mais cara de 17 capitais.

Também são levadas em conta as necessidades básicas do trabalhador e de sua família, conforma estabelece a Constituição Federal: alimentação moradia, saúde, higiene, educação, vestuário, lazer, transporte e Previdência Social.

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O maior valor da cesta básica registrado no mês passado foi em São Paulo (R$ 473,85). O mais baixo foi Aracaju (R$ 328,70).

A diferença entre o salário mínimo real (que prevalece atualmente) e o necessário (calculado pelo Dieese) caiu de agosto para setembro.

Em agosto, o mínimo ideal apurado era de R$ 4.044,58 (4,05 vezes o salário mínimo atual).

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