Economia Mobilização de servidores faz Banco Central adiar divulgação de dados

Mobilização de servidores faz Banco Central adiar divulgação de dados

Profissionais cobram reestruturação de carreira dos servidores, parada há seis meses no Ministério da Gestão e Inovação

  • Economia | Do R7

BC deveria divulgar relatório da poupança nesta tarde

BC deveria divulgar relatório da poupança nesta tarde

Marcello Casal/Agência Brasil

A mobilização de servidores do BC (Banco Central) resultou no adiamento da divulgação do relatório mensal da poupança. Historicamente publicado às 15h do quarto dia útil de cada mês, o documento só deve ser disponibilizado na manhã desta sexta-feira (7), diz a autoridade monetária.

O Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) afirma que debate na tarde desta quinta-feira (6) os próximos passos da mobilização em defesa da carreira de especialista do BC. "A quinta-feira será marcada também por mais uma paralisação, pelo período de duas horas, a partir das 14h30", diz o comunicado.

“O BCB está passando por uma crise de RH e por uma mobilização dos seus servidores, visando à melhoria da carreira e à redução de assimetrias salariais com outras categorias do serviço público", destaca o sindicato. "Como consequência, nossos trabalhos estão passando por um processo de readequação, e a sua demanda será atendida oportunamente", completa o Sinal.

Em nota enviada na quinta-feira (29), o presidente nacional do Sinal, Fábio Faiad, diz ser inaceitável o "descaso" dado pelo atual Ministério da Gestão e Inovação, que está com o projeto de reestruturação de carreira dos servidores parado há seis meses

"Não há motivos para que os excelentes quadros do BC, servidores públicos de Estado, concursados, que fizeram o Pix, o Open Finance, o Sistema de Valores a Receber e que atuam com excelência em áreas tão relevantes como supervisão do sistema financeiro, inclusão financeira, políticas monetária e cambial e similares, continuem a ser tratados de forma desigual ou mesmo inferior a outras carreiras do Executivo federal", esbraveja Faiad.

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