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Não há risco de faltar eletricidade em 2016, garante Comitê de Monitoramento

Relatório afirma que há sobra estrutural de 9.300 megawatts para atender carga prevista

Economia|Da Agência Brasil

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ONS deve continuar acompanhando as condições hidroenergéticas para definir a geração térmica necessária
ONS deve continuar acompanhando as condições hidroenergéticas para definir a geração térmica necessária

Em sua primeira reunião do ano, o CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) informou hoje (13) que o risco de faltar energia nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste neste ano é zero. Segundo relatório do Comitê, há sobra estrutural de cerca de 9.300 megawatts médios para atender a carga prevista.

— O sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, em decorrência da capacidade de geração e transmissão instalada no país, que continua sendo ampliada com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações.


Na reunião realizada em janeiro do ano passado, a projeção do CMSE para o risco de déficit de energia em 2015 nas regiões Sudeste e Centro-Oeste era de 4,9% e, na região Nordeste, de 1,2%. No ano passado, foram incluídos 6.428 MW de energia nova ao Sistema Interligado Nacional, acima do previsto para a expansão no ano.

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De acordo com o comitê, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) deverá continuar acompanhando as condições hidroenergéticas do Sistema Interligado Nacional, de modo a definir a geração térmica necessária para garantia do atendimento energético do sistema.

Em agosto do ano passado, o CMSE decidiu desligar as termelétricas com custo mais alto, porque não havia mais necessidade daquela energia, devido ao aumento do volume de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas.


Segundo a nota do Comitê, em dezembro de 2015 predominaram chuvas acima da média nas bacias do subsistema Sul. No subsistema Sudeste, choveu acima da média nas bacias dos rios Paraná e Paranapanema e abaixo da média nas bacias dos rios Tietê, Grande e Paranaíba. As bacias dos subsistemas Nordeste e Norte apresentaram chuvas abaixo dos valores médios históricos.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico foi criado em 2004 para acompanhar a continuidade e a segurança do suprimento de energia no País. Participam do grupo representantes de órgãos como o Ministério de Minas e Energia, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

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