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Número do desemprego no país ‘não é a realidade do que a gente assiste’, diz economista

Dados do IBGE mostram que cerca de 5,9 milhões de pessoas não ocupam uma vaga de trabalho no Brasil

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil possui cerca de 5,9 milhões de desempregados, segundo dados do IBGE.
  • O índice de desemprego chegou a 5,4% no último trimestre, sendo o menor desde 2012.
  • Economista Bruno Corano alerta para distorções na realidade do mercado de trabalho, que não inclui a informalidade.
  • Corano sugere investimentos em educação e uma mudança na mentalidade do trabalho no Brasil para melhorar as condições de emprego.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cerca de 5,9 milhões de pessoas não ocupam uma vaga de trabalho no Brasil, segundo levantamento divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (5). Os dados mostram que a taxa de desemprego no país permaneceu estável na comparação com o período entre agosto e outubro do último ano, e atingiu 5,4% no trimestre encerrado em janeiro — este é o menor valor da série iniciada em 2012.

Para o economista Bruno Corano, a forma com que são coletados os dados pode gerar distorções com a realidade, uma vez que não consideram a informalidade, por exemplo. Além do indicador de desemprego, ele cita que deformidades em fatores como o poder de compra também entram em choque quando se faz um comparativo com o dia a dia, o que pode gerar frustrações.


A imagem mostra uma cadeira azul com um braço de apoio preto. Sobre ela há uma carteira de trabalho em cima de vários documentos e folhas impressas empilhadas. O chão tem textura de borracha com pequenos círculos em relevo.
Levantamento do IBGE mostra que o desemprego no país permaneceu estável Reprodução/Record News

“Então, por um lado, é lógico que é bom ver notícias e índices como esse, mas eu acho que todo mundo que está assistindo pode concordar que não é o que a gente percebe socialmente quando a gente encontra com as pessoas e quando a gente convive. Não é a realidade do que a gente assiste”, comenta em entrevista ao Alerta Brasil.

Além de rever os critérios de medição, o economista pontua que a melhor alternativa para resolver os números “invisíveis” seria o investimento em educação, capacitação e melhores salários em vagas de empregos que contam com muita rotatividade e pouca produtividade. Outro ponto destacado por ele é a necessidade de mudança na mentalidade de como o trabalho é visto pela população brasileira, com a adoção de um viés mais pragmático do mercado.


“Hoje, informalmente, o que se diz é: ‘Você tem que ser feliz’. Só que esforço, disciplina e se sujeitar a coisas que realmente não são as melhores do mundo fazem parte para que você atinja o sucesso. Isso nada tem a ver com felicidade”, finaliza Corano.

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