Economia Oferta de imóveis residenciais dobra no país no 2º trimestre

Oferta de imóveis residenciais dobra no país no 2º trimestre

Cerca de 70% da oferta de casas e apartamentos no país fazem parte do programa federal Minha Casa Minha Vida

Mercado imobiliário

Total de lançamentos residenciais superou 25 mil no 2º trimestre

Total de lançamentos residenciais superou 25 mil no 2º trimestre

Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo - 18.07.2017

A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) apresentou nesta segunda-feira (20) o balanço do mercado imobiliário no segundo trimestre de 2018, realizado em parceria ccrom o SESI Nacional. Foram lançadas 25.485 unidades residenciais no país entre abril e junho deste ano.

De acordo com o estudo, os lançamentos do 2º trimestre representam um aumento de 119,7% em relação ao trimestre anterior, quando 11.599 unidades foram colocadas no mercado. Isso quer dizer que o volume mais que dobrou. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, o aumento foi de 19,9% — quando 21.257 unidades foram lançadas. 

As vendas também tiveram crescimento: 17,3% em relação ao trimestre anterior e 32,1% em relação ao mesmo trimestre de 2017.

O estudo mapeou a atividade do mercado imobiliário em mais de 20 locais, mostrando, assim, o cenário nacional. O presidente da CBIC, José Carlos Martins, avaliou o panorama atual.

“Temos insistido que a volta do investimento tem a ver com a credibilidade e a segurança jurídica. Na época da crise, as pessoas não deixam de ir ao mercado, mas deixam de comprar imóveis”, declarou Martins.

A média de lançamentos nos últimos quatro trimestres foi de 22.756 unidades residenciais. 

A oferta final, no entanto, apresentou uma queda de 1,1% em relação ao trimestre anterior e caiu 14,4% em comparação ao mesmo trimestre do ano passado. Martins explicou o motivo das quedas. “A economia piorou muito a partir da greve dos caminhoneiros”, explicou.

Celso Petrucci, presidente da CII/CBIC (Comissão da Indústria Imobiliária da entidade), destacou que os financiamentos estão crescendo em torno de 5% e tem a expectativa de que cresça 17%. Para ele, o cenário político tem ligação com o número de imóveis colocados à venda. “Em função da política e da crise institucional, fica difícil de o empresário colocar seu produto na rua. Falta segurança do empresário. A dúvida do mercado imobiliário no momento não é da demanda e sim se vai ter crédito pra colocar na praça.”

Petrucci também falou sobre o perfil dos imóveis que mais são vendidos no país. “Em torno de 70% do que se oferta é programa Minha Casa Minha Vida. Grande oferta de imóveis é de um e dois dormitórios. Cerca de 40% das vendas do primeiro semestre na cidade de São Paulo foi de imóveis do Minha Casa Minha Vida. Isso reforça a importância. Esse programa não pode sofrer descontinuidade.”

Martins reforçou a importância de existir crédito imobiliário para o setor continuar com fôlego. “A gente precisa que o banco diga que vai conceder mais crédito. Estamos tentando um diálogo para fazer isso.”