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Oferta de vagas para pessoas com deficiência cai quase 38%

Na comparação com 2021, primeiro semestre de 2022 apresentou recuperação de 16%, mais ainda está abaixo do nível pré-pandemia

Economia|Do R7

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Primeiro semestre teve 38% menos vagas abertas para pessoas com deficiência
Primeiro semestre teve 38% menos vagas abertas para pessoas com deficiência

Os profissionais com algum tipo de deficiência estão sendo menos procurados pelas empresas e também não estão se candidatando às vagas de emprego que são abertas. Só em agosto, o portal de recrutamento e seleção Empregos.com.br registrou 4.800 vagas ativas para esse público e 218 candidatos em busca de uma oportunidade. No primeiro semestre, houve um aumento de 16% na oferta de postos de trabalho para PCDs, em comparação com o mesmo período de 2021.

Segundo dados da empresa, o número de profissionais com deficiência está em queda no mercado de trabalho. No primeiro semestre de 2018, o portal contabilizava 13,2 mil trabalhadores cadastrados; em 2019, o número caiu para 11,3 mil; atualmente, eles somam 9.000.


Atualmente, a oferta de vagas para pessoas com deficiência está abaixo do nível pré-pandemia. No primeiro semestre de 2019, mais de 16 mil vagas para o público com deficiência foram anunciadas no portal. Já nos primeiros seis meses de 2022, o número chegou a 10 mil, uma queda de quase 38% em relação ao número de três anos atrás.

“Existe pouca divulgação das oportunidades para pessoas com deficiência. Elas estão centralizadas em poucos canais, e muitas vezes o profissional não consegue acessá-los”, afirma Leonardo Casartelli, diretor-geral do Empregos.com.br. Para ele, as vagas presenciais podem ser uma dificuldade a mais encontrada por esses trabalhadores, "uma vez que cargos para atuação remota ou híbrida atendem melhor às suas necessidades”.


A lei n° 8213/91, conhecida como Lei de Cotas para deficientes, estabelece uma proporção de postos de trabalho reservados aos funcionários com deficiência ou reabilitados pelo INSS, de acordo com o número de empregados de cada de empresa: uma companhia que tem de 100 a 200 funcionários, por exemplo, precisa reservar 2% dos postos de trabalho para esses profissionais; se o total de empregados estiver entre 201 e 500, a cota é de 3%; ela aumenta para 4% se o quadro de funcionários for de 501 a 1.000; e, se houver 1.001 trabalhadores em diante, a reserva de vagas é de 5%.

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Mesmo com a lei, diz o executivo, a meta está longe de ser cumprida. Segundo a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), o número de profissionais com deficiência que trabalharam formalmente no país em 2019 correspondia a menos de 1% do total de empregados.

“Para incluir esses profissionais nas empresas, precisa haver uma mudança na cultura organizacional. Não basta abrir a vaga, mas sim oferecer ambiente e condições de trabalho inclusivas, que assegurem o bem-estar do colaborador com deficiência. Inclusive no home office, que também oferece limitações”, diz Casartelli.

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