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Economia Ômicron vai atrasar recuperação dos mercados de trabalho, diz OIT

Ômicron vai atrasar recuperação dos mercados de trabalho, diz OIT

Organização avalia que níveis de desemprego persistirão acima do patamar pré-pandemia até pelo menos 2023

Reuters - Economia
Mundo soma 207 milhões de desempregados, estima OIT

Mundo soma 207 milhões de desempregados, estima OIT

Amanda Perobelli/Reuters - 6.10.2020

O mercado de trabalho global levará mais tempo do que se pensava anteriormente para se recuperar, com os níveis de desemprego acima do patamar pré-pandemia até pelo menos 2023 devido à incerteza sobre o curso e a duração da pandemia, disse a OIT (Organização Internacional do Trabalho) em relatório nesta segunda-feira (17).

A agência da ONU estima o equivalente a cerca de 52 milhões de empregos a menos em 2022 em relação aos níveis anteriores à pandemia de Covid-19, o que equivale a aproximadamente o dobro da estimativa anterior de junho de 2021.

As interrupções devem continuar em 2023, quando ainda haverá cerca de 27 milhões de empregos a menos, disse a OIT, alertando para uma recuperação "lenta e incerta" em seu relatório Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo em 2022.

"As perspectivas do mercado de trabalho global se deterioraram desde as últimas projeções da OIT; um retorno ao desempenho pré-pandemia provavelmente permanecerá indefinido para grande parte do mundo nos próximos anos", disse o relatório.

O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, disse a jornalistas que há vários fatores por trás de sua revisão, e afirmou que "o principal é a pandemia contínua e suas variantes, principalmente a Ômicron".

No geral, estima-se que cerca de 207 milhões de pessoas estejam desempregadas em 2022. No entanto, o relatório informou que o impacto será significativamente maior, pois muitas pessoas deixaram a força de trabalho e ainda não retornaram.

Ainda assim, o déficit de horas de trabalho projetado para este ano representa uma melhora em relação aos últimos dois anos. Em 2021, segundo a OIT, havia cerca de 125 milhões de empregos a menos do que os níveis pré-pandemia e em 2020, 258 milhões a menos.

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