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Pandemia já provocou perdas de R$ 200,7 bi no varejo, diz CNC

A estimativa considera o volume que deixou de ser vendido desde a segunda quinzena de março até a primeira semana de junho

Economia|Do R7

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Clientes têm a temperatura medida antes de entrar em loja
Clientes têm a temperatura medida antes de entrar em loja ANDERSON LIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

A pandemia do novo coronavírus já fez o comércio varejista brasileiro acumular uma perda de R$ 200,71 bilhões, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A estimativa considera o volume que deixou de ser vendido desde o início das medidas de isolamento social contra a disseminação da covid-19, na segunda quinzena de março, até a primeira semana de junho.

Leia também: Vendas no comércio em abril têm maior queda em 20 anos, diz IBGE

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"Essa perda corresponde ao varejo ampliado (que inclui as atividades de veículos e material de construção). Ela equivale a mais de um mês inteiro de vendas. Por mês, o varejo ampliado fatura cerca de R$190 bilhões", comparou o economista Fabio Bentes, responsável pelo estudo da CNC.

A CNC prevê uma retração recorde de 8,7% do volume de vendas do comércio varejista ao fim de 2020. Para o conceito ampliado, o recuo esperado é de 10,1%, também o mais agudo da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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"Esse cenário contempla a flexibilização contínua e gradual da quarentena. Caso a pandemia reacelere, as perdas serão maiores", alertou Bentes.

O número de transações no e-commerce brasileiro vem crescendo nos últimos meses, mas 62% dos consumidores brasileiros ainda preferem as compras presenciais a outras modalidades de consumo, tais como compras em websites (9%), por meio de aplicativos (5%), redes sociais (4%), etc. Os dados são de uma pesquisa da CNC conduzida em 2019.

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"Assim, por mais que as estratégias adotadas pelo setor para compensar as restrições impostas ao fluxo de consumidores tenham surtido efeito, inegavelmente, a estrutura do varejo eletrônico quando do início da pandemia e, até mesmo a maior utilização desses canais após a chegada da covid-19 no Brasil, não se desenvolveram o suficiente para anular as perdas no consumo presencial. De acordo com dados providos pela Receita Federal do Brasil, o faturamento real do e-commerce tem avançado de forma mais acelerada nos últimos meses. No comparativo anual, por exemplo, houve avanços de até +39% (maio de 2020 sobre maio de 2019)", apontou o estudo da CNC.

Em fevereiro de 2020, a média diária de transações no e-commerce no País era de aproximadamente 650 mil operações. Em março, o quantitativo diário médio subiu para 720 mil compras, avançando para 970 mil em abril e 1,2 milhão em maio, um crescimento de 122% em relação ao mês de maio de 2019.

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Segundo os dados atualizados semanalmente pela CNC, dos R$ 200,71 bilhões de vendas perdidas pelo varejo brasileiro desde o agravamento da pandemia no Brasil, 91,7% (R$ 184,1 bilhões) se concentraram no varejo considerado não essencial.

Fabio Bentes espera que a abertura gradual dos estabelecimentos comerciais leve a perdas menos acentuadas para o setor ao longo próximos meses, mas a recuperação da atividade comercial ainda dependerá de outros fatores que impactam o consumo, como "danos ao mercado de trabalho, graus de aversão à oferta e à demanda de crédito, o nível de confiança dos consumidores e o comportamento dos preços".

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