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‘Pode faltar combustível’, diz economista sobre decisão da Coreia do Sul de tabelar preços

Estratégia busca conter a alta nos custos de energia provocada pelo conflito no Oriente Médio

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Coreia do Sul implementará um teto nos preços dos combustíveis a partir de 13 de outubro.
  • A medida visa conter o aumento dos custos de energia devido ao conflito no Oriente Médio.
  • Também haverá restrições no armazenamento de produtos derivados do petróleo, obrigando refinarias a liberar 90% do volume mensal.
  • Economista classifica a ação como "muito atípica" para a economia sul-coreana, que depende totalmente da importação de petróleo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Coreia do Sul anunciou que irá impor um teto para os preços dos combustíveis a partir desta sexta-feira (13). A medida, divulgada pelo Ministério das Finanças do país, busca conter a alta nos custos de energia provocada pelo conflito no Oriente Médio.

O governo também vai restringir o armazenamento de produtos derivados do petróleo. As refinarias vão ser obrigadas a liberar pelo menos 90% do volume mensal de derivados de petróleo que colocaram no mercado em março e abril de 2025.


Bocal de abastecimento sendo preenchido por uma bomba de combustível metálica, com o bico encaixado na abertura de um recipiente prateado
Segundo economista, a Coreia do Sul importa quase 100% do petróleo que consome Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (12), o economista Ricardo Buso diz que a decisão sul-coreana é “muito atípica”, uma vez que o país tem uma grande capacidade de processamento e de refino, mas importa quase 100% do petróleo que consome. “É uma medida bem extravagante, nada característica da economia de mercado que é a Coreia do Sul”, afirma.

Segundo o especialista, “grosso modo, estamos falando de um congelamento, de um tabelamento. E se eu preciso importar? O que vai acontecer? O preço que eu estabeleci é menor do que o mercado internacional? Não vai ter quem queira importar e pode faltar combustível no país. Esse é o grande problema”.


Buso explica que outra consequência da decisão é criar um problema fiscal, como ocorreu com a Petrobras, em 2010, que obteve prejuízos por não corrigir preços de mercado. “Mas isso ainda porque a Petrobras ganhava na outra ponta, que ela exportava mais caro e mesmo assim gerava prejuízo. Imagina para quem só importa”, alerta.

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