Economia Preço do aluguel comercial fecha 2022 com a maior alta em 9 anos

Preço do aluguel comercial fecha 2022 com a maior alta em 9 anos

Variação de 5,68% eleva para R$ 47,92 o valor médio de locação de salas e conjuntos comerciais por metro quadrado, mostra FipeZap+

  • Economia | Do R7

SP tem o maior valor médio para venda e aluguel de salas e conjuntos comerciais

SP tem o maior valor médio para venda e aluguel de salas e conjuntos comerciais

Pixabay

Os preços de locação de salas e conjuntos comerciais de até 200 m² encerraram 2022 com uma alta de 5,68%. Trata-se da maior variação anual da série histórica do indicador, iniciada em 2013. Os números foram apresentados nesta terça-feira (23) pelo Índice FipeZAP+, que apura os valores de venda e aluguel de salas e conjuntos comerciais nas dez principais cidades brasileiras.

Pedro Tenório, economista do DataZAP+, explica que a alta recorde de preços tem relação direta com o arrefecimento da pandemia do novo coronavírus no Brasil. "Após a pandemia afetar fortemente o setor [de imóveis comerciais] nos anos de 2020 e 2021, a retomada das atividades de comércio e serviços, decorrentes do aumento da vacinação, foram fundamentais para que o segmento acelerasse", afirma ele.

Somente em dezembro, indicador apresentou alta de 0,55%, variação inferior ao avanço de 0,76% apurado no mês anterior. Com o movimento, o valor médio da locação fechou o ano em R$ 47,92 por metro quadrado. Como base de comparação, o aluguel de uma sala comercial de 100 m² está estimado em R$ 4.792. Já para a locação de um espaço com 200 m², o valor médio sobe para R$ 9.584.

Diante dos números, Tenório ressalta que o ramo comercial tem enfrentado diversos desafios nos últimos anos. “Primeiro, a crise de 2015 e 2016, que perdurou de forma mais longa no setor imobiliário; e depois, a aceleração do avanço da digitalização em diversas formas, aumentando a competitividade do remoto em relação ao físico, o que impõe desafios ao segmento”, lamenta.

Venda

Na contramão dos aluguéis, os preços de venda de imóveis comerciais registraram queda de 0,38% em 2022, com deflação de 0,05% em dezembro. As variações levaram o preço médio do metro quadrado para R$ 8.435, o equivalente a R$ 843.500 para a aquisição de uma sala ou conjunto comercial.

Considerando todas as dez cidades monitoradas pelo índice, a cidade de São Paulo se destacou com o maior valor médio tanto para venda de salas e conjuntos comerciais (R$ 9.902 m²), quanto para locação desses imóveis (R$ 47,92 m²).

Comparativamente, no Rio de Janeiro, os preços médios de venda e de locação de salas e conjuntos comerciais anunciados no último mês foram de R$ 8.874/m² e de R$ 40,26/m², respectivamente.

Para o economista Pedro Tenório, do DataZAP+, a alta de 5,68% nos preços de locação comercial em 2022 foi afetada pelo arrefecimento da pandemia. Após a pandemia afetar fortemente o setor nos anos de 2020 e 2021, a retomada das atividades de comércio e serviços, decorrentes do aumento da vacinação, foram fundamentais para que o setor acelerasse.

"Vale lembrar que a variação anual de 2021 do FipeZAP+ Comercial Locação já foi positiva, ficando em 2,6%.  No entanto, naquele ano a inflação ao consumidor (medida pelo IPCA) fechou o ano acima de 10%. No ano de 2022, o resultado já foi mais próximo, tendo o IPCA anual registrado 5,8%", afirma Tenório.

Ele explica que, em relação à série história, o resultado anual é o melhor registrado desde 2012. "Entretanto, de lá para cá, o segmento comercial tem enfrentado diversos desafios: primeiro, a crise de 2015 e 2016, que perdurou de forma mais longa no setor imobiliário; e depois, a aceleração do avanço da digitalização em diversas formas, aumentando a competitividade do remoto em relação ao físico, o que impõe desafios ao segmento", destaca o economista.

Ele avalia o resultado positivo do FipeZAP+ Comercial Locação em conjunto com o desempenho negativo do FipeZAP+ Comercial Venda como uma resposta à reabertura de 2022, sem grande impulso para 2023. "Para este ano, ainda há muita incerteza, e é por isso que o preço de venda ainda não reagiu de maneira positiva", conclui.

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