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Preço vai subir? Economista analisa efeitos da operação americana na Venezuela sobre o petróleo

Planos de Donald Trump de tomar conta do território e tomar petróleo para si afetam o mercado internacional

Economia|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A captura de Nicolás Maduro por forças americanas impacta o mercado de petróleo e a geopolítica global.
  • Economista Ricardo Buso alerta para a possibilidade de queda dos preços do petróleo se os EUA conseguirem controlar reservas venezuelanas.
  • A China é considerada uma grande preocupação para o Brasil, sendo o maior consumidor de petróleo da Venezuela.
  • O atual cenário da Venezuela é marcado por crises econômicas e políticas, resultantes de sanções e má gestão dos recursos naturais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A captura de Nicolás Maduro pelas forças americanas não só altera o cenário geopolítico global, mas também vários setores importantes do mercado, notavelmente a indústria petrolífera, uma vez que durante o discurso feito por Donald Trump pouco após a captura de Maduro, o líder estadunidense declarou que o país irá controlar as reservas de petróleo venezuelanas. Desde então, o preço do óleo teve uma leve alta junto do dólar (no momento da reportagem US$ 5,41).

O economista Ricardo Buso analisou no Conexão Record News desta segunda (5) as consequências que a operação militar irá trazer ao Brasil. Ele afirmou que, embora o preço da commodity tenha alterado durante o dia, só será possível definir o impacto da ação após ver as outras ramificações da manobra. Segundo Buso, caso os EUA ocupem o território com a cooperação da nova presidente e empresas americanas instalem novas operações no país, haverá uma oferta maior de petróleo, o que levaria a uma queda do preço do petróleo no médio prazo.


Por outro lado, caso haja alguma resistência por parte dos venezuelanos e o plano de Trump encontre alguma dificuldade, as petroleiras não iriam arriscar devido à tensão presente no local e os preços iriam subir. Ainda assim, o especialista afirma que uma situação dessas na Venezuela é diferente do que uma no Oriente Médio, pois fora este possuir um petróleo de melhor qualidade em maior quantidade, o mundo encontra-se em uma situação boa nesse sentido, uma vez que as reservas do material em cada país estão majoritariamente cheias.

Prisão de Maduro altera cenário internacional; dependendo das ramificações, preço do petróleo pode aumentar ou diminuir Reprodução/RECORD NEWS

A situação começa a mudar quando a China integra o tabuleiro do mercado internacional. Na análise do entrevistado, “a China é o grande problema e a grande dor de cabeça a partir de agora do Brasil”. O motivo se dá pelo fato do gigante asiático ser o maior consumidor do petróleo venezuelano e da forte relação construída com o governo brasileiro ao longo do tarifaço de Donald Trump. “A China é o maior destino das exportações brasileiras [...] Com o Brasil, um líder regional por aqui, na fronteira da Venezuela, é preocupante imaginar o que esse grande cliente chinês está esperando do Brasil”.


A proximidade brasileira do território também têm gerado preocupação, mas Buso tranquiliza e vê que por enquanto, diferentemente da Colômbia, não há nenhum perigo à frente. Além disso, ele lembra que as relações nacionais com o antigo governo de Nicolás Maduro eram bastante limitadas, mas ele acredita que caso haja uma administração diferente que tenha um desentendimento com o Brasil, o fornecimento de energia a Roraima – que tem sua origem na Venezuela - poderá ser usado como moeda de troca para cooperação.

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Ao ser questionado sobre o estado atual do país, o economista explicou que durante os anos 2000, devido a um plano de governo altamente populista, que visava manter a euforia da era de Hugo Chávez, uma série de crises tomaram conta da nação. No fim, apesar de possuir recursos valiosos, o governo não conseguiu melhorar a situação: “O barril de petróleo chegou a bater US$ 125, isso em 2012. Então imagina como isso era bom para um país sentado em uma reserva gigantesca de petróleo. [...] O grande problema é que depois isso parou, o mercado virou e a Venezuela não teve o cuidado de dividir os riscos, concentrou tudo no petróleo. Então em 2016, valia só US$ 32 o barril, o que evidentemente sucateou tudo na Venezuela”.


Ele aponta que as diversas sanções impostas por países americanos e europeus fizeram com que o governo de Maduro enfrentasse quedas sucessivas do PIB, uma inflação galopante e um êxodo populacional gigantesco. “Dizem, que a Venezuela está nesse estado por ser socialista, não é verdade. Lá não tem praticamente nada de socialista. A única qualidade socialista que a Venezuela tem é uma altíssima intervenção do Estado. [...] O problema foi ter concentrado todos os riscos no mesmo produto.

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