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Prévia da inflação tem alta em fevereiro, puxada por reajustes nas mensalidades de escolas

Neste ano, IPCA-15 acumula alta de 1,04% e, em 12 meses, de 4,10% — resultado abaixo dos 4,50% verificados no mesmo período anterior

Economia|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A inflação medida pelo IPCA-15 subiu para 0,84% em fevereiro, um aumento significativo em relação a janeiro.
  • O reajuste nas mensalidades de escolas e cursos foi o principal fator, com alta de 5,20% no setor de educação.
  • Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 4,10%, abaixo dos 4,50% anteriores.
  • O grupo de transportes também apresentou aumento, com destaque para passagens aéreas, que subiram 11,64%.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Atualização comum em início de ano nos preços das mensalidades escolares impactou para alta da taxa Tânia Rêgo/Agência Brasil - Arquivo

A prévia da inflação, verificada pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), voltou a acelerar e registrou 0,84% em fevereiro — 0,64 ponto percentual acima da taxa registrada em janeiro (0,20%), segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (27).

O índice que dá uma estimativa da inflação oficial do país ficou impactado, principalmente, pela alta no grupo Educação, devido aos reajustes nas mensalidades de escolas e cursos, que geralmente ocorrem no início do ano letivo. O setor teve alta de 5,20%, com impacto de 0,32 ponto percentual.


Neste ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% e, nos últimos 12 meses, de 4,10% — menos do que os 4,50% observados mesmo período anterior. E, em fevereiro de 2025, a taxa ficou em 1,23%.

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Além da Educação, o grupo de Transportes teve alta de 1,72% — um impacto de 0,35 ponto percentual no resultado da prévia. O valor foi influenciado, principalmente, pelas passagens aéreas, que aumentaram 11,64%.


Os combustíveis subiram 1,38%, com alta nos preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%), enquanto o gás veicular teve resultado negativo de 1,06%.

Variações por setores

No grupo Saúde e cuidados pessoais, houve variação de 0,67% e impacto de 0,09 ponto percentual. Os destaques foram para os artigos de higiene pessoal e plano de saúde, que subiram 0,91% e 0,49%, respectivamente.


Já no grupo Alimentação e bebidas (0,20%), a alimentação em domicílio aumentou 0,09% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro (0,21%). As principais altas decorreram dos preços do tomate (10,09%) e das carnes (0,76%), enquanto as maiores quedas foram do arroz (-2,47%), do frango em pedaços (-1,55%) e das frutas (-1,33%).

A Alimentação fora do domicílio registrou maior variação: 0,46%, com altas nos preços de refeições (0,62%) e lanches (0,28%).


Na Habitação, houve aumento de 0,06% em fevereiro, após recuo de 0,26% em janeiro e com destaque para os resultados da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%).

Por outro lado, a Energia elétrica residencial (-1,37%) foi o subitem com maior impacto negativo no índice (0,06 ponto percentual).

Metodologia

Os resultados do IPCA-15 levam em conta gastos de famílias que recebem de um (R$ 1.621) a 40 salários-mínimos, e os cálculos do indicador abrangem as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, de Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, de Belém, de Fortaleza, de Salvador e de Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

A forma de coleta das informações é a mesma usada para o IPCA; a diferença, contudo, está no período de obtenção dos dados e na abrangência geográfica do levantamento.

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