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Previsão para inflação de 2023 cai de novo e cola no teto da meta

Expectativa do mercado mostra o índice oficial de preços a 4,84% ao final deste ano, valor menos de 0,1 ponto percentual do limite

Economia|Do R7

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Projeção em queda mostra IPCA ainda acima do teto da meta
Projeção em queda mostra IPCA ainda acima do teto da meta

Os analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo BC (Banco Central) reduziram, pela segunda vez seguida, suas projeções para uma alta menor da inflação neste ano, segundo dados revelados nesta terça-feira (31) pelo Boletim Focus.

Com a atualização, a previsão é que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerre o ano em 4,84%, ante alta estimada de 4,9% da última semana. Há quatro semanas, a estimativa era de um avanço na casa dos 5,06%.


Se confirmada, a análise mostra que a inflação oficial será, pelo terceiro ano seguido, maior do que o teto da meta estabelecida pelo governo para o período, de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto (de 1,75% para 4,75%).

No entanto, a nova projeção aparece a apenas 0,09 ponto percentual do limite da meta do governo. No último RTI (Relatório Trimestral de Inflação), divulgado no início deste mês, o BC prevê que a probabilidade de a alta furar novamente o teto da meta do CMN (Conselho Monetário Nacional) passou de 83% para 61%.


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Para este mês de julho, a previsão é que o IPCA apresente uma alta de 0,09%, o que representará um ganho de força ante a deflação apurada em junho. Para os meses de agosto e setembro, são previstas novas acelerações, com altas de, respectivamente, 0,3% e 0,28%.

Olhando para os próximos anos, as expectativas para o índice oficial de preços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para 2024 caiu de 3,9% para 3,89%. Para 2025 e 2026, as projeções permanece em 3,5% para ambos os anos.

Com as novas projeções, a aposta na cotação do dólar caiu pela segunda semana seguida, de R$ 4,97 para R$ 4,91. Entre os preços administrados, como energia e combustíveis e planos de saúde, a projeção subiu pela primeira vez em 13 semanas e passou para uma alta de 8,9 neste ano.

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