Economia Procon quer proibir pagamento de delivery na entrega para inibir golpes

Procon quer proibir pagamento de delivery na entrega para inibir golpes

Órgão de defesa do consumidor defende que os pagamentos sejam feitos apenas de forma online

  • Economia | Do R7

Procon alerta para o aumento de 136% no volume de golpes

Procon alerta para o aumento de 136% no volume de golpes

Pixabay

O Procon-SP (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) estuda medidas para que as empresas responsáveis pelos aplicativos de delivery estabeleçam que os pagamentos sejam feitos apenas de forma online. A iniciativa acontece com o aumento de golpes aplicados por entregadores.

De acordo com o órgão de defesa do consumidor, o houve um aumento de 136% nas reclamações sobre golpes aplicados por entregadores dos aplicativos Ifood, Rappi e Uber Eats de janeiro a julho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2020. 

Os consumidores reclamam que os valores debitados no cartão são superiores ao preço correto e que só percebem o golpe após a entrega ter sido feita e o pagamento ter sido efetivado. Eles questionam ainda que, apesar de reclamarem com a empresa responsável, não conseguem reaver os valores.

Veja também: Saiba quais cuidados tomar para não cair no golpe do delivery

"Como medida de prevenção, o Procon-SP já vem orientando os consumidores a efetuarem os pagamentos de forma online e nunca no momento da entrega, de modo que o contato entre cliente e entregador seja exclusivamente para receber a mercadoria", explica Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP.

Recentemente foi divulgado um vídeo de uma senhora recebendo uma entrega de comida em casa e tem o cartão filmado pelo entregador, enquanto o mesmo afirma que está aguardando o sinal para conseguir fazer a cobrança. O entregador também se oferece para iluminar a máquina enquanto a mulher digita a senha.

Segundo o Procon, os valores reclamados pelos consumidores ultrapassam R$ 1,3 milhão. Até julho deste ano, a soma dos valores foi de mais de R$ 650 mil, sendo R$ 289 mil do Ifood, R$ 253 mil do Rappi e R$ 110 mil do UberEats. No mesmo período de 2020, esse valor foi de mais de R$ 695 mil.

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