Quase 13 milhões produzem roupas e alimentos para o próprio consumo

Cultivo, pesca, caça e criação de animais são as principais atividades realizadas para consumo próprio no ano passado, mostra IBGE

Tempo médio gasto com atividades de cultivo foi de quase 10 horas por semana

Tempo médio gasto com atividades de cultivo foi de quase 10 horas por semana

Pixabay

Cerca de 12,8 milhões de brasileiros com mais de 14 anos trabalharam na produção para o próprio consumo em 2019, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (4), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o levantamento sobre outras formas de trabalho, a produção para o próprio consumo é realizada por 7,5% da população nacional, com maiores proporções entre homens (8%) e pessoas de cor parda (8,6%).

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O estudo mostra ainda que a produção para o próprio consumo diminui conforme aumenta o nível de instrução da população, variando de apenas 2,7% entre aqueles com ensino superior completo a 13,3% entre aqueles sem instrução ou com ensino fundamental incompleto.

A utilização da produção própria também é maior entre as pessoas fora do mercado de trabalho (8,6%), contra 6,5% dos ocupados.

Tipo de produção

A pesquisa aponta que a grande maioria das pessoas que produziram para o próprio consumo (78%) realizam atividades relacionadas ao cultivo, pesca, caça e criação de animais. O volume de pessoas envolvidas nesse tipo de atividade cresceu 1,2 ponto percentual na passagem de 2018 para 2019.

Na sequência, aparecem as atividades de produção de carvão, corte ou coleta de lenha, palha ou outro material (13,2%), fabricação de calçados, roupas, móveis, cerâmicas, alimentos ou outros produtos (12,8%) e construção de prédio, cômodo, poço ou outras obras (7,6%).

Apesar do cultivo de alimentos representar a maior proporção dos trabalhos para consumo próprio, as atividades relacionadas a construção são as que mais exigem tempo dos brasileiros, cerca de 14,3 horas.

No cultivo, pesca, caça e criação de animais e na fabricação de roupas, a quantidade média de tempo dedicado foi de, respectivamente, 9,9 e 8,5 horas por semana. Já as produções de carvão, corte ou coleta de lenha e palha exigiram 4,4 horas semanais dos brasileiros.