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Quem é a brasileira que saiu de uma comunidade no Sul para conquistar a gastronomia mundial

Franciane Tartari contou sua trajetória ao programa ‘Mulheres Positivas’, da RECORD NEWS

Economia|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Franciane Tartari, chefe confeiteira, saiu de Londrina para se destacar na Europa.
  • Após enfrentar desafios, como ser mãe jovem e realizar trabalhos noturnos, decidiu mudar para a Alemanha.
  • Superou uma lesão que a deixou sem andar e se reergueu ao descobrir o açúcar artístico.
  • Hoje, é uma referência na confeitaria, inspirando outras mulheres a acreditarem em seu potencial.

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Cozinheira ficou lesionada e chegou a não poder andar Reprodução/RECORD NEWS 03.10.2025

A chef confeiteira Franciane Tartari saiu de uma comunidade em Florianópolis (SC) para conquistar espaço na gastronomia europeia. Mãe aos 17 anos, ela enfrentou jornadas exaustivas em padarias 24 horas e conciliou trabalho noturno com a criação dos filhos. “Jamais me vi na na profissão. Eu queria ser diplomata”, conta Franciane, que começou na área por necessidade.

A virada veio com um convite para trabalhar com importação e exportação na Alemanha. Sem falar inglês ou alemão, ela embarcou sozinha, determinada a garantir um futuro melhor para os filhos. “Os muros que criamos ao nosso redor somos nós que construímos. Se nós não temos nenhum, quem é que vai nos impedir? Ninguém”, afirma ao Mulheres Positivas de quinta-feira (2). Na Europa, conciliou faxinas com atendimento a clientes brasileiros, aproveitando o domínio do português e do espanhol.


Após três anos de esforço, Franciane Tartari conseguiu regularizar sua documentação e levou os filhos para a Europa. Um deles já vivia em Portugal com o pai, e os demais se juntaram à mãe após a obtenção dos passaportes. “Então eu fui atrás da minha documentação [...] não só para mim, mas para os meus filhos também, caso eles queriam num futuro [...] para viajar, curtir o mundo e isso também influenciar eles”, relembra. A mudança para a Itália, motivada pelas raízes familiares, marcou uma nova fase.

Durante a gravidez da terceira filha, Franciane sofreu uma lesão que a deixou dois anos sem andar. Sem recursos para cirurgia, buscou alternativas até encontrar um tratamento que a fez recuperar os movimentos em minutos. “Eu tive que tomar liderança: ou eu ficava na cama, ou eu lutava”, conta. Nesse período, descobriu o açúcar artístico — esculturas feitas com açúcar — e viu ali uma oportunidade de recomeço.


Mesmo com dificuldades físicas, fez um curso com o campeão mundial de confeitaria Emanuelle Forcone e iniciou sua trajetória em competições. A primeira medalha veio logo na estreia: prata. Hoje, Franciane é referência na confeitaria artística e inspira mulheres a buscarem capacitação e acreditarem no próprio potencial.

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