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Recorde da Petrobras: China é ‘o parceiro que a gente precisava nesse momento’, diz economista

Estatal encerrou o ano com a maior produção de petróleo e gás natural da história; país asiático é o principal destino

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Petrobras teve recorde de produção de petróleo e gás natural em 2025, com quase 3 milhões de barris por dia.
  • O economista Roberto Troster destaca a importância da China como principal destino das exportações brasileiras, que aumentaram em 27%.
  • Troster alerta para a necessidade de cuidar das relações com os Estados Unidos para evitar atritos comerciais.
  • Ele também menciona a dependência do Brasil na importação de produtos derivados do petróleo e a necessidade de repensar esse modelo de negócios.

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A Petrobras encerrou o ano de 2025 com a maior produção de petróleo e gás natural da história, com quase 3 milhões de barris por dia. O resultado positivo foi impulsionado pelo avanço do pré-sal e a entrada de novas plataformas, além do crescimento das vendas externas da empresa em 27%.

Para o economista Roberto Troster, o resultado é muito positivo para a economia brasileira, uma vez que reflete o aumento de investimentos no país e, consequentemente, representa a maior entrada de capital com as vendas. O resultado pode auxiliar na redução da inflação no Brasil e a entrada de dólares, o que pode pressionar a cotação para baixo.


Faixada do prédio da Petrobras, com letreiro da companhia em frente verde e amarelo junto ao logo, com painel de formas geométricas ao fundo
Petrobras fez quase 3 milhões de barris por dia em 2025 Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (11), é destacado o fator da China como o principal destino para os envios brasileiros, algo que é de celebrar pela quantia movimentada nas negociações. Porém, Troster cita que a relação deve ser manejada com cuidado para evitar atritos com outro parceiro comercial importante para o país: os Estados Unidos.

“É muito bom, a China é um ótimo parceiro, mas a gente tem que tomar cuidado no relacionamento para não irritar muito o governo americano. Mas é o parceiro que a gente precisava nesse momento. Boa parte do crescimento do Brasil nos últimos anos, nas últimas três décadas, duas décadas e meia, se deve aos chineses”, completa.


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Além disso, o economista também chama a atenção para um ponto preocupante na cadeia do petróleo, no que diz respeito ao país não produzir alguns dos produtos derivados da matéria-prima. Ele pontua que esse modelo de negócio cria uma dependência de importação desses itens, algo também observado em outros produtos como o café, o que deveria ser repensado.

“A gente exporta o grão de café e importa o café em cápsulas, pimenta, uma série de coisas que a gente pode fazer. Isso implica numa ação coordenada. Estamos avançando um pouco, não tanto quanto poderíamos, mas estamos melhorando”, conclui.

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