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Redução da previsão da inflação pode significar corte nos juros? Economista analisa

Banco Central anunciou expectativa do IPCA de 4,05% para 4,02% neste ano

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Banco Central reduziu a previsão da inflação de 4,05% para 4,02% para este ano.
  • Projeção de crescimento do PIB deve se manter em torno de 2% até 2029.
  • Economista Miguel Daoud ressalta que a inflação ainda não alcançou a meta de 3%, o que impede cortes nos juros.
  • Cenários internacionais, como pressões sobre o Banco Central americano, também impactam a economia brasileira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Banco Central reduziu novamente, nesta segunda-feira (19) a projeção da inflação deste ano e manteve estável as previsões para os três próximos anos. Os dados foram divulgados no Boletim Focus e mostram que a projeção do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 4,05% para 4,02% em 2026.

O relatório ainda mostra que a expectativa para o crescimento da economia permaneceu a mesma para os próximos anos. As projeções para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) devem ser em uma constante em torno de 2% até 2029.


Projeções para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) apontam constante em torno de 2% até 2029 Reprodução/Record News

Para o economista Miguel Daoud, apesar dos resultados, os números ainda não representam um equilíbrio da economia brasileira, principalmente pelo objetivo da inflação no país ser de 3%. Porém, ele aponta como importantes os ajustes feitos pelo BC mesmo com alguns pontos internos que precisam ser revistos para melhores resultados.

Temos desvios dentro da nossa economia que o Banco Central não tem como baixar mais essa taxa de juros. Então essa inflação, apesar de ela estar caindo, ela ainda é uma grande preocupação para o Banco Central porque não chegou ainda, não tem uma previsão de quando ela vai chegar em 3%. Isso tudo leva o Banco Central a manter essa taxa de juros alta”, comenta.


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Durante entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira, Daoud ainda lembra que, além dos cenários incertos no âmbito nacional, o ente monetário considera o cenário internacional nas projeções da economia brasileira devido ao poder de influência no país. Ele menciona o caso americano e as recentes incursões do presidente Donald Trump ao Federal Reserve, o Banco Central estadunidense.

“Se o Banco Central americano, que é o responsável pela gestão, mostra que ele está sendo pressionado pelo presidente dos Estados Unidos, que quer trocar toda a diretoria do Banco Central, acabou. Aí essas taxas de juros, o mercado internacional, fica uma loucura. E isso acaba afetando aqui a nossa inflação. Então, portanto, não é só as variáveis internas, tem também as variáveis lá de fora que também estão preocupando”, finaliza.

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