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Saldo retido do FGTS: Para os endividados, melhor opção é pagar as dívidas, aconselha economista

Miguel Daoud também explica a relação entre a liberação dos recursos e um possível aumento da inflação

Economia|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério do Trabalho antecipou o pagamento do saldo do FGTS, beneficiando 13 milhões de pessoas.
  • Economista Miguel Daoud alerta que essa liberação pode pressionar a inflação devido ao aumento do poder de compra.
  • Ele sugere que as pessoas usem o FGTS para quitar dívidas, já que a taxa de juros está alta.
  • Daoud afirma que a arrecadação do FGTS é suficiente para cumprir seus objetivos financeiros, garantindo estabilidade ao trabalhador.

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O Ministério do Trabalho antecipou o pagamento do saldo retido do FGTS e a primeira parcela de até R$ 1.800 vai ser liberada dia 30 de dezembro. A medida provisória já foi oficializada e deve beneficiar 13 milhões de pessoas. Os valores ficaram retidos para trabalhadores demitidos sem justa causa e que aderiram ao saque-aniversário.

O economista Miguel Daoud disse em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (23) que essa liberação vai beneficiar um número de pessoas muito grande, mas ao mesmo tempo pode ter como consequência o aumento da inflação: “Quando você libera esse recurso, você aumenta o poder de compra da população e, aumentando o poder de compra, você acaba pressionando a inflação. Essa também é uma das razões que o Banco Central não tem espaço para cortar a taxa de juros”, explicou.


O especialista também falou sobre o endividamento brasileiro, que hoje está na faixa de 65% a 70% e deu um conselho para beneficiários dessa medida que possuam débitos a quitar. “Usar esse mecanismo com o dinheiro que ele tem para liquidar a dívida, caso ele tenha a dívida, seria a melhor alternativa. Porque gastar, ele vai continuar endividado, com taxa de juros de 15%, ninguém consegue pagar essa taxa de juros”, afirmou.

Ainda segundo Daoud, a liberação dos recursos não afeta a capacidade financeira e econômica do FGTS: “Hoje a arrecadação, ela sem dúvida é capaz de cumprir o seu objetivo, que são esses pagamentos que seriam os desembolsos financeiros. Então existe um equilíbrio econômico e um financeiro para fazer face às prerrogativas que o Fundo de Garantia dá ao trabalhador”, diz o economista.

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