Semana do Consumidor: veja dicas para aproveitar descontos sem cair em armadilhas
‘Black Friday do 1º semestre’ promete preços baixos, mas consumidor deve ficar atento a golpes e falsas promoções
Economia|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Semana do Consumidor, derivada do Dia do Consumidor, começou nesta semana e promete descontos em diversos nichos do comércio no Brasil. Para aproveitar as promoções de forma estratégica e consciente, o R7 separou dicas de especialistas em vendas.
Além de atrair consumidores em busca de preços mais baixos, a chamada “Black Friday do primeiro semestre” também é um momento estratégico para o varejo renovar estoques e fortalecer o relacionamento com os clientes.
Segundo o especialista em varejo e franchising Julio Monteiro, CEO da Rhodium, a Semana do Consumidor ajuda a impulsionar as vendas em um período normalmente mais calmo do comércio.
“Para muitas empresas, os descontos são reais e fazem parte de uma estratégia para girar estoque e abrir espaço para novos produtos”, afirma.
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Monteiro destaca ainda que o comportamento do consumidor mudou nos últimos anos, o que tem pressionado empresas a serem mais transparentes nas promoções.
“Hoje também existe um consumidor muito mais atento. Com redes sociais e sites de comparação de preço, qualquer prática que pareça enganosa é rapidamente questionada. O marketing continua sendo importante para comunicar essas oportunidades, mas o foco não é apenas atrair pela promoção, e sim construir uma relação de confiança com o cliente.”
Como identificar se o desconto é real
Para quem quer aproveitar as promoções sem cair em armadilhas, a principal recomendação dos especialistas é pesquisar antes de comprar.
De acordo com Monteiro, é importante comparar os preços com os praticados nas semanas anteriores para identificar se o desconto é, de fato, vantajoso.
“O primeiro passo é não olhar apenas o preço do dia da promoção. Sempre que possível, vale pesquisar ou lembrar quanto aquele produto custava nas semanas anteriores. Quem já acompanha o preço consegue perceber com mais facilidade se houve uma redução real”, explica.
Ele também orienta o consumidor a avaliar o custo total da compra, incluindo o valor do frete, além de observar benefícios extras.
“Às vezes o produto aparece com desconto, mas o valor do frete reduz essa vantagem. Outro ponto é observar benefícios adicionais, como cashback, programas de fidelidade ou brindes, que podem tornar a compra mais interessante.”
Comprar no início ou esperar mais descontos?
Dúvidas comuns entre os consumidores incluem escolher entre comprar em lojas físicas ou online, aproveitar as promoções logo no início da semana ou aguardar os últimos dias em busca de descontos maiores.
CEO do Grupo Zarb Cosméticos, Rodrigo Galatti explica que, em muitos casos, as campanhas promocionais já possuem prazos definidos pelas lojas.
“Normalmente, as promoções e campanhas no ecommerce já vêm com um prazo de validade definido, com indicação clara de quantos dias a oferta ficará disponível. Por isso, se o consumidor encontrar um preço realmente muito atrativo logo no início da campanha, a recomendação é aproveitar naquele momento para não correr o risco de o produto esgotar”, comenta.
Golpes
Com o aumento das compras online durante o período de promoções, especialistas também alertam para o risco de golpes ou fraudes em lojas virtuais.
Para Galatti, preços muito abaixo do mercado devem acender um alerta para o consumidor.
“O principal cuidado é desconfiar de preços muito agressivos, especialmente quando estão muito abaixo do valor normalmente praticado no mercado. Se o preço estiver muito fora da curva para aquele produto, é importante redobrar a atenção antes de finalizar a compra.”
Daniela Costa, fundadora e CEO da Homedock, ecommerce de móveis e decoração, reforça que a segurança deve vir antes de qualquer desconto.
“Minhas três dicas de ouro são: verificar a reputação histórica da loja, conferir se o site possui o cadeado de segurança (HTTPS) e se a URL é a oficial da marca, e desconfiar de links recebidos via WhatsApp com ofertas ‘milagrosas’.”
Outra recomendação é evitar lojas que ofereçam apenas formas limitadas de pagamento.
“Fuja de lojas que só aceitam Pix ou boleto. O cartão de crédito oferece uma camada extra de proteção caso o produto não seja entregue”, afirma a especialista.
*Estagiária sob supervisão de Augusto Fernandes
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