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‘Será a melhor alternativa’, diz economista sobre investimento no Tesouro Reserva

Governo lança ‘nova poupança’ com foco em pequenos investidores e financiamento habitacional

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo lança nova modalidade de investimento mais vantajosa que a poupança para pequenos investidores.
  • Economista Miguel Daoud destaca o uso de depósitos compulsórios para financiar a atividade imobiliária.
  • Investimento promete rendimentos superiores, mesmo considerando o imposto de renda.
  • A nova opção visa aumentar a liquidez e tornar o crédito imobiliário mais acessível.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em entrevista ao Alerta Brasil desta sexta-feira (13), o economista Miguel Daoud discutiu uma nova opção de investimento oferecida pelo governo que promete ser mais vantajosa do que a tradicional poupança: o Tesouro Reserva. A iniciativa pretende beneficiar pequenos investidores ao oferecer rendimentos superiores aos da poupança convencional.

A mudança faz parte de uma estratégia governamental para reestruturar o sistema financeiro no Brasil. Segundo Daoud, a principal inovação é o uso dos depósitos compulsórios, recursos que o governo tira do mercado para controlar a inflação, como fonte de financiamento imobiliário. “O governo vai pretender usar esses recursos dos depósitos compulsórios, que são esses depósitos feitos pelos bancos, para financiar hoje parte da atividade imobiliária”, comenta.


Mãos seguram uma carteira na cor marrom, a esquerda retira de dentro do objeto cédulas de dinheiro com notas de R$ 100 e R$ 50.
Tesouro Reserva terá resgate 24 horas por dia Reprodução/Record News

Atualmente, esses fundos permanecem sem remuneração no BC (Banco Central do Brasil). Com essa medida, espera-se aumentar a liquidez e reduzir os custos associados ao crédito imobiliário. Para o especialista o investimento será muito benéfico. “É um excelente investimento, mas esse modelo está dentro de um conjunto de estruturas que o governo está montando, para ele poder ter acesso a mais recursos. [...] Então, eu acho, aqueles que não têm familiaridade com como fazer, procurem fazer isso, porque sem dúvida nenhuma, para você será a melhor alternativa”, aconselha.

A nova modalidade busca aliviar esse cenário oferecendo um rendimento diário baseado na taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) atualizada diariamente. “Hoje o grande problema que nós temos, que é o problema de todos, é pouco dinheiro, e quando você tem pouco dinheiro, às vezes te dá uma folguinha de caixa, então você, para não deixar esse dinheiro parado, você coloca ali, então, por menos que ele tenha uma rentabilidade em relação ao tempo que você vai deixar o dinheiro disponível”, argumenta.


Embora haja incidência de imposto de renda sobre este novo tipo de aplicação, segundo o economista ela se mostra mais lucrativa devido à sua maior rentabilidade líquida após impostos. “O imposto de renda, mesmo fazendo os cálculos disso com o imposto, ainda sai muito mais vantajoso, quer dizer, bem vantajoso você aplicar nesse novo investimento do governo”, diz.

Além disso, Daoud destacou que essa mudança não deve impactar negativamente as taxas atuais do crédito imobiliário, podendo ser mais acessíveis através da utilização estratégica dos depósitos compulsórios já empregados em outros setores como agricultura familiar.

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