Série de suicídios já causou 11 mortes no mercado financeiro neste ano
Último caso ocorreu na terça-feira (11) e a vítima foi um corretor financeiro
Economia|Do R7

O mundo financeiro se deparou com um novo suicídio nesta semana. O corretor financeiro de Nova York Edmund Reilly, de 47 anos, se atirou em frente a um trem em movimento na última terça-feira (11), por volta das 6h, no município de Syosset.
De acordo com o jornal britânico Daily Mail, o suicídio de Edmund Railly é o 11º de um trabalhador membro do mercado financeiro, somente neste ano.
A morte do norte-americano foi decretada no próprio local do acidente. O corretor teve sua identidade confirmada pela própria empresa de trens, que também iniciou as investigações para apurar as causas do ocorrido.
Testemunhas disseram que viram o corretor em pé próximo aos trilhos antes de saltar da plataforma.
Leia mais notícias de Economia
Em entrevista para o jornal New York Post, um amigo próximo à família de Edmund disse que o rapaz “não aparentava estar bem” durante a semana.
Segundo um gerente da empresa para qual a vítima trabalhava disse que “Eddie era um bom rapaz”.
— Estamos muito chateados, Ele fará muita falta
Uma reportagem do portal estadunidense RP, publicada na última mês, relatou que uma série de suicídios recentes estariam relacionados com os trabalhadores do mercado financeiro. No janeiro, quatro pessoas se mataram no curto intervalo de uma semana.
A primeira morte relacionada com o setor financeiro é datada de 26 de janeiro, quando o funcionário do Deutsche Bank William Broeksmit, de 58 anos, foi encontrado enforcado em sua casa, depois de um suposto suicídio.
Um dia depois, o diretor do Tata Motors Karl Slym, de 51 anos, foi encontrado morto em um hotel na Tailândia e também aparentava ter tirado a própria vida.
Já no quadro de empregados da JP Morgan, dois colaboradores morreram após caírem de seus respectivos locais de trabalho, em Londres e Hong Kong. Apesar de não aparentar nenhuma conexão entre os casos, já chega a três o número de funcionários da JP Morgan que morreram com suspeita de suicídio neste ano.
Mais recentemente, o Diretor da First Meta Autumn Radtke — empresa de câmbio digital — foi declarado morte após saltar do seu apartamento em Cingapura. A policia não acredita no envolvimento de terceiros na morte e um empresário do mesmo ramo disse que a morte de Radtke não tem nenhuma conexão com os negócios.
Em pelo menos um dos casos — o de William Broeksmit — existe relatos de problemas no trabalho, mas os detalhes são inexistentes e o banco Deutsche nega as alegações.
Os trabalhos em Wall Street — principal rua financeira dos Estados Unidos — e com o mundo bancário têm se tornado problemáticos para os funcionários do setor. Entre os motivos estão a extensa carga horária de trabalho, competição e estresse constante.















