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‘Tarifa invisível’: subsídio às empresas de ônibus também sai do bolso do trabalhador, explica economista

Enquanto preços aumentam, população reclama da baixa qualidade do serviço prestado nas cidades

Economia|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Tarifas de transporte público aumentaram em cinco capitais, incluindo São Paulo e Florianópolis.
  • A passagem em Florianópolis, a mais cara do Brasil, subiu 12%, passando para R$ 7,20.
  • População reclama da baixa qualidade dos serviços e sente o peso do custo no orçamento familiar.
  • A capacidade de investimento em infraestrutura de transporte no Brasil é limitada, afetando a mobilidade urbana.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As tarifas dos transportes públicos de cinco capitais passaram por reajustes a partir desta semana. Em São Paulo, os ônibus passam a custar R$ 5,30, enquanto o valor de R$ 5,40 passa a ser válido para o trem e o metrô. Já Florianópolis, que possui a passagem mais cara do país, teve uma alta de 12%, custando R$ 7,20.

Os valores pesam no orçamento da população, que reclama da qualidade dos serviços prestados e não enxerga um retorno nos valores pagos. Porém, além da população, o preço do transporte é um ponto que compromete também o orçamento das cidades e estados. É o que explica o economista Miguel Daoud.


Em São Paulo, os ônibus passam a custar R$ 5,30, enquanto o valor de trem e metrô é de R$ 5,40 Reprodução/ Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (6), ele pontua que, por arcar com grande parte do transporte com repasses para as empresas responsáveis, o custo se torna um problema nos cofres públicos.

“Tem um outro aspecto que essa tarifa a Prefeitura acaba pagando para a empresa de ônibus em torno de 12 reais, ou seja, o subsídio é muito grande. Então nós temos aí um imposto, uma tarifa invisível, que indiretamente vai para o bolso do trabalhador, porque você está pagando a Prefeitura e ela está subsidiando cada passagem em 120%. Isso na realidade acaba saindo também indiretamente no bolso do trabalhador”, explica Daoud.


Atrelado a isso, o economista explica que a capacidade de investimentos em estruturas de mobilidade no Brasil segue em ritmo lento e deficitária, em comparação a outros países — o que piora a utilização dos usuários, principalmente nos grandes centros.

A capacidade de investimento do Brasil é muito pequena. Então, primeiro, eu acho que nós temos que ajustar o Brasil diante de uma demanda que nós temos. Coisa que os nossos políticos, infelizmente, eles não têm essa percepção. O que a gente vê é uma maquiagem hoje que existe, mas a infraestrutura está muito precária”, finaliza.

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