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BC mantém previsão da Selic em 12,25% no fim de 2026 e projeta inflação de 4%

Consideradas as 106 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, prévia da taxa de juros oficial subiu 0,25 ponto percentual

Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A mediana da Selic no fim de 2026 permanece em 12,25% pela quinta semana consecutiva.
  • Projeção para o IPCA de 2026 caiu de 4,02% para 4,00%, 0,50 ponto abaixo do teto da meta.
  • A inflação acumulada em 12 meses em novembro foi de 4,46%, abaixo do teto da meta.
  • O Banco Central busca convergência da inflação ao centro da meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Relatório do Banco Central com estimativas sobre dados econômicos é divulgado às segundas-feiras Marcello Casal Jr/Agência Brasil - Arquivo

A estimativa para a Selic — a taxa básica de juros no país — no fim deste ano permaneceu em 12,25% pela quinta semana consecutiva, segundo o relatório de mercado Focus, divulgado pelo BC (Banco Central) nesta segunda-feira (26). Consideradas as 106 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu 0,25 ponto percentual.

A projeção para o fim de 2027 se manteve em 10,50% pela 50ª semana seguida. Consideradas as 99 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, o indicador não teve mudanças. Já a mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,00%. Há um mês, ela estava em 9,75%. E, para 2029, a taxa permaneceu em 9,50% pela 13ª semana consecutiva.


Em dezembro, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC manteve a Selic atual em 15% pela quarta vez seguida. A decisão seguiu a linha mediana prevista para a taxa, que ficou nesse patamar por 24 semanas seguidas.

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Na ata sobre o relatório, o Copom informou que “a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.


Queda no IPCA

A estimativa do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para este ano também caiu: de 4,02% para 4,00% — 0,50 ponto percentual abaixo do teto da meta.

Há um mês, a previsão do indicador, que representa a inflação oficial do país, estava em 4,05%. E, consideradas as 113 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a taxa passou de 4,02% para 3,99%.


A projeção para o IPCA de 2027 se manteve em 3,80% pela 12ª semana consecutiva. Consideradas as 106 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, o indicador seguiu em 3,80%.

O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A trajetória divulgada no comunicado da reunião de dezembro do Copom (Comitê de Política Monetária) é de que a inflação terminará 2026 em 3,5%.


O BC calcula, ainda, uma inflação de 3,2% em 12 meses no horizonte relevante — atualmente considerado o segundo trimestre de 2027.

Teto da inflação

Em 2025, a meta do IPCA passou a ser contínua, com base no acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu, por exemplo, após a divulgação do IPCA de junho (em 5,35%). Porém, em novembro, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,46% e ficou abaixo do teto.

No último RPM (Relatório de Política Monetária), o BC reafirmou o compromisso com a convergência da inflação para o centro da meta.

“O reenquadramento dela dentro dos limites estabelecidos para a faixa de tolerância é uma etapa natural do processo de convergência à meta”, afirma o documento elaborado pelo Copom.

No Focus desta segunda-feira (26), a projeção para o IPCA de 2028 permaneceu em 3,50% pela 12ª semana seguida. Para 2029, a taxa foi a mesma, pela 21ª semana consecutiva.

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