‘Taxa de juros não é uma vontade do Banco Central’, diz economista; entenda
Para Miguel Daoud, dificuldade de reduzir a Selic passa por erros do governo na política econômica
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O Copom reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. A Selic passou de 15% para 14,75% ao ano e esta é a primeira queda em quase dois anos. A redução estava dentro das expectativas do mercado financeiro.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (19), o economista Miguel Daoud fala que a taxa de juros do Brasil é a segunda maior do mundo e explica o posicionamento do Banco Central em relação a ela.
“O Banco Central tem índices macroeconômicos dentro de uma tábua econométrica em que ele tem lá todos os fatores [...]. Então, nesse sentido é que se toma a decisão da taxa de juros ou não. Mas uma coisa que incomoda o Banco Central não são apenas esses indicadores, é o posicionamento do governo”, analisa.
Daoud argumenta que o Banco Central não consegue reduzir a taxa de juros porque o governo expande muito a base monetária: “Quando você gasta demais, você aumenta o dinheiro em circulação, acaba aumentando o consumo, a demanda em todos os sentidos e, como você não tem investimento para aumentar a oferta, você acaba tendo o fenômeno inflacionário”.
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