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Taxa do cartão de crédito ‘é um ciclo perverso’, avalia economista sobre o endividamento da população

Estudo mostra que 85,1% dos casos de pessoas inadimplentes se dão por conta da modalidade de pagamento

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A pesquisa da CNC revela que 85,1% dos inadimplentes devem suas dívidas ao uso do cartão de crédito.
  • Em dezembro de 2025, o endividamento da população brasileira atingiu 78,9%, o maior nível para esse mês na história.
  • As altas taxas de juros rotativos nos cartões, que podem chegar a 400%, são identificadas como uma das principais causas do endividamento.
  • O economista Miguel Daoud alerta sobre a importância do conhecimento dos direitos do consumidor, como a proibição de cobrança acima do dobro do valor devido.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma pesquisa realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens) mostrou que os brasileiros estão mais endividados. Segundo o levantamento, o cartão de crédito segue como a principal causa de atrasos no pagamento, com 85,1% casos, seguido do carnê de parcelamento, com 16,2%.

Os dados divulgados também expõem um dado alarmante: em dezembro de 2025, o nível de endividamento da população brasileira foi de 78,9%, o maior para o mês em toda a série histórica, apesar de uma diminuição em relação ao mês anterior. Em comparação ao mesmo período em 2024, o último mês do ano passado mostrou um aumento de 2,3 pontos percentuais nos devedores.


Nível de endividamento da população brasileira, em dezembro de 2025, foi de 78,9% — o maior da série histórica para o mês Reprodução/Record News

Apesar da Selic, taxa básica de juros, estar em 15% ao ano, o economista Miguel Daoud aponta que na realidade o que pesa no bolso são as taxas dos juros rotativos dos próprios bancos, que podem atingir a casa dos 400%.

“Porque se você se endivida com uma taxa de 450%, 400%, você não vai pagar. Então aí o banco fala ‘Opa, eles não vão pagar’. Mas o banco sabe que ele não vai pagar, aí já começa então a ratear isso para os outros que vão pegar dinheiro emprestado, vão usar o cartão que podem pagar. Então, na realidade, é um ciclo perverso que existe nessa questão do cartão de crédito”, comenta em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (14).


No entanto, o economista aponta a importância da população conhecer seus direitos, ao lembrar que as operadoras de cartões e bancos não podem cobrar do cliente acima do dobro do valor devido. Caso ocorra a cobrança indevida, ele aconselha que a pessoa busque recursos para registrar uma reclamação, como no site Consumidor GOV, para fazer a negociação com valores devidos, assim como feirões de dívidas e campanhas realizadas por bancos como a Caixa, além da portabilidade para outra instituição.

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