Economia Temer reafirma que política de preços da Petrobras será preservada

Temer reafirma que política de preços da Petrobras será preservada

Frase dita pelo presidente em entrevista deixou dúvidas sobre revisão da forma como a companhia precifica os combustíveis

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Petrobras não terá prejuízos, diz Temer

Petrobras não terá prejuízos, diz Temer

Paulo Whitaker/Reuters

O Palácio do Planalto divulgou nota nesta quarta-feira (30) reiterando que o governo vai preservar a política de preços da Petrobras. Na terça, uma fala do presidente da República, Michel Temer, durante entrevista à emissora oficial TV Brasil gerou dúvidas sobre o assunto.

"O governo do presidente Michel Temer tem compromisso com a saúde financeira da Petrobras, empresa que foi recuperada de grave crise nos últimos dois anos pela gestão Pedro Parente. As medidas anunciadas pelo governo para garantir a previsibilidade do preço do óleo diesel, que teve seu valor reduzido ao consumidor, preservaram, como continuaremos a preservar, a política de preços da Petrobras", diz o texto divulgado pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República na manhã desta quarta.

Na entrevista veiculada na terça à noite, Temer primeiro afirma não querer alterar a política da estatal. Em seguida, se refere à possibilidade de reexaminá-la. Mas a fala do presidente deixou dúvidas se ele disse "não podemos reexaminá-la" ou "nós podemos reexaminá-la". Procurada, na terça-feira à noite, a assessoria de comunicação do Planalto chegou a informar que ele disse "nós podemos".

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Na entrevista, Temer declarou: "Convenhamos, a Petrobras se recuperou ao longo destes dois anos. Estava em uma situação, digamos, economicamente desastrosa há muito tempo. Mas nós não queremos, digamos, alterar a política da Petrobras".

A última frase foi a que gerou a controvérsia: "Não podemos reexaminá-la, mas com muito cuidado". O "não" foi confundido como "nós".

Diante da greve dos caminhoneiros por causa da alta dos combustíveis, uma ala do governo passou a defender a revisão da política de preços da estatal, confrontando a posição do presidente da Petrobras, Pedro Parente.

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, afirmou que será estudada uma proposta para reduzir a volatilidade dos preços dos combustíveis para o consumidor.

Gasolina mais cara

A Petrobras anunciou que, com o reajuste que entrará em vigor na quinta-feira (31), o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias será de R$ 1,9671, com alta de 0,74% em relação à média atual de R$ 1,9526.

Congelado por 60 dias, o preço médio nacional do litro do diesel A permanece em R$ 2,1016.

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