Logo R7.com
RecordPlus

Vendas nos supermercados serão menores neste ano, prevê Abras

Associação responsável pelo setor deve reduzir expectativa de crescimento em 1% 

Economia|Do R7

  • Google News
Em São Paulo, a projeção é de que o crescimento seja nulo
Em São Paulo, a projeção é de que o crescimento seja nulo

O presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Fernando Yamada, informou nesta segunda-feira (4), que a entidade deverá revisar para baixo a expectativa para o crescimento das vendas do setor supermercadista em 2015.

Yamada, que participa de uma feira do setor supermercadista paulista, afirmou que a Abras agora trabalha com um cenário de 1% de crescimento real ante projeção anterior de 2% de alta.


Já a Apas (Associação Paulista de Supermercados) prevê um cenário pior para as vendas no Estado de São Paulo. A projeção é de crescimento real nulo, ou seja, estabilidade na receita em 2015 ante 2014 já descontada a inflação local, medida pelo IPS (Índice de Preços dos Supermercados), calculado pela Apas e Fipe. Segundo o economista da Apas, Rodrigo Mariano, estima um IPS de 8,5% no acumulado de 2015.

Apesar desse cenário para as vendas, a Apas ainda acredita em crescimento do número de lojas no Estado, o que leva, consequentemente, ao aumento nas vagas de emprego no setor. Mariano afirmou que a expectativa é que o setor em São Paulo chegue a 525 mil colaboradores, alta de 1,2% na comparação com o patamar de dezembro de 2014.


O economista da Apas ressalta, porém, que o ritmo de criação de novos empregos é bastante menor do que em anos anteriores. Entre 2013 e 2014, por exemplo, houve aumento de 3,7% no total de colaboradores do setor.

Crédito


O varejo de supermercados deve sentir uma desaceleração no ritmo de expansão em número de lojas este ano, avaliam representantes do setor. Apesar dos líderes Carrefour e Grupo Pão de Açúcar (GPA) manterem investimentos, associações temem que a menor disponibilidade de financiamento este ano afete a capacidade de investimentos das redes médias.

Yamada considera que há menor oferta de crédito para construção de novas lojas ao mesmo tempo em que a alta de juros dificultou o acesso de empresas ao financiamento. Ele participou de uma feira do setor em São Paulo.


O presidente ainda considera que as redes médias têm maior dependência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e, portanto, têm sido afetadas pelo processo de redução e reorganização dos investimentos do banco público. Segundo ele, o setor tem feito reuniões para pedir mais aportes no comércio.

Apesar de duro, o cenário não indica ainda uma total estagnação na abertura de lojas do setor, de acordo com o economista da Apas, Rodrigo Mariano. No Estado de São Paulo, a previsão da entidade é de um aumento em torno de 1% na base total de lojas do varejo supermercadista em 2015 ante 2014. O ritmo de crescimento, porém, é menor que em períodos anteriores. Em 2013, por exemplo, chegou a 2%, diz.

Mariano lembra ainda que a expansão está concentrada em algumas companhias e em alguns formatos de loja. Ainda são inauguradas lojas novas no atacado de autosserviço (também conhecido como "atacarejo") e no segmento de minimercados, formatos que estão nos planos tanto do Carrefour e quanto do GPA.

— Mas são investimentos que já haviam sido planejados com antecedência por esses grandes grupos. [...] Quem está tentando planejar agora, tem mais dificuldades.

Por conta da expansão em lojas, ainda que pequena, o setor também ainda acredita em crescimento no número de empregos este ano. Mariano afirmou que a expectativa é que o setor em São Paulo chegue a 525 mil colaboradores, alta de 1,2% na comparação com o patamar de dezembro de 2014. O economista da Apas ressalta, porém, que o ritmo de criação de novos empregos é bastante menor do que em anos anteriores. Entre 2013 e 2014, por exemplo, houve aumento de 3,7% no total de colaboradores do setor.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.