Vítima diz ter perdido R$ 75 mil com o 'golpe da pirâmide' de empresa

Esquema foi revelado pelo Domingo Espetacular. Sócios de empresa acusada de dar golpes trocam acusações e ameaças

Golpe da pirâmide afetou muitas vítimas

Golpe da pirâmide afetou muitas vítimas

Reprodução/Record TV

Depois de uma reportagem no Domingo Espetacular sobre um grupo suspeito de enganar pessoas com investimentos em esquema de pirâmide, outras vítimas resolveram falar sobre o prejuízo que tiveram.

O sonho de quitar a casa rapidamente se transformou em pesadelo. A vítima, que tem medo de mostrar rosto, perdeu R$ 75 mil no golpe. Depois da reportagem, resolveu falar publicamente.

"É uma indignação total. Muita gente perdeu muito dinheiro. Eles continuam enganando gente."

Milhares de brasileiros colocaram as economias em uma empresa chamada Binary Bit, que opera com criptomoedas, ou seja, moedas que só existem na internet.

São três sócios: Marcos Monteiro, que se promove como “bruxo dos investimentos”, Ricardo Toro e Israel Soares.

Eles seduziam potenciais investidores com demonstrações de luxo e riqueza e eventos grandiosos.

A empresa, que não tem sequer registro na Receita Federal, prometia às vítimas triplicar o patrimônio em pouco mais de seis meses. No início, os rendimentos virtuais eram altos. Muita gente investia ainda mais. Até o negócio ruir. Tudo não passava de um esquema de pirâmide.

Nesse tipo de golpe, quanto mais gente participa, mais dinheiro gira. Quem entra no início recebe muito. Mas conforme a base da pirâmide cresce e aumenta o número de investidores com recursos a receber, a tendência é que o esquema desabe.

"O brasileiro gosta desse caminho de curto prazo", diz Ronaldo Bella, assessor de investimentos. "Ele gosta da possibilidade de ganhar muito dinheiro, em curto espaço de tempo e de preferência sem trabalho."

Com a plataforma da Binary Bit fora do ar, os sócios romperam. Em um vídeo, marcos monteiro acusa Ricardo Toro de enviar uma quadrilha para ameaçá-lo.

Ricardo nega as acusações. A Binary Bit e os sócios responsáveis por ela se tornaram alvo de pelo menos três investigações judiciais. Procuradores da Bahia, de São Paulo e do Ministério Público Federal apuram o esquema.

Quem perdeu tudo o que tinha guardado agora faz o alerta: "Eu não coloco mais capital na mão de ninguém. Eu coloca em banco ou vou fazer meu investimento. Eu não envolvo meu dinheiro com terceiros."

O advogado de defesa dos empresários informou em nota que eles não têm participação nesse tipo de esquema que engana as pessoas. E revelou que isso foi feito por outras duas pessoas que eram os verdadeiros donos da empresa. E eles não foram encontrados para falar sobre o assunto.

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Reprodução/Record TV