Análise: Brasil precisa dar condições para estudante permanecer no ensino superior, e não só entrar
Levantamento indica taxa de 40% de desistência entre alunos da modalidade de ensino a distância
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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Um levantamento do Semesp mostra que quatro em cada dez alunos da modalidade EaD (Ensino a Distância) abandonam a graduação antes do fim. Dos desistentes, 67% têm mais de 25 anos. Em entrevista ao News das 19h desta quinta-feira (19), a presidente da instituição, Lúcia Teixeira, destaca que a evasão é maior nas instituições consideradas de megaporte.
“Não apenas as instituições particulares, mas aquelas de grande porte que chegam a muitos outros lugares, mas que o aluno ainda tem muita dificuldade em acompanhar. Porque a maioria é justamente por esse contato assíncrono, e que não tem aquela possibilidade que o presencial tem de ser melhor acompanhado”, diz.

Ela explica que, a partir deste ano, o cenário começa a mudar devido ao novo marco regulatório do EAD, que transforma muitos cursos em semipresenciais. “Se o crescimento do ensino superior era mais no EAD, a partir deste ano, já há uma curva de estagnação. E os novos cursos semipresenciais ainda não cresceram o suficiente, porque o aluno ainda está observando ou ainda tem dificuldades para frequentar de forma presencial. Mas é algo que o Brasil tem que encarar.”
Lúcia ressalta a importância de incentivos à permanência no ensino superior. A executiva pontua que a taxa de escolarização entre jovens de até 24 anos é de apenas 20%. “É muito abaixo de outros países. [...] O Brasil, para poder alcançar o seu desenvolvimento, tem que apoiar o seu estudante, tem que dar mais condições dele permanecer, porque ele não pode só entrar. Ele tem que permanecer estudando”, reforça.
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