Beneficiários do Pé-de-Meia podem fazer aplicação no Tesouro Direto
Antes, o dinheiro recebido só podia ser aplicado na poupança; governo afirma que modalidade é segura para os estudantes
Educação|Da Agência Brasil
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Os estudantes beneficiários do Pé-de-Meia poderão escolher como investir o recurso que recebem do programa: o valor poderá ser mantido na poupança ou ser aplicado no Tesouro Selic.
A parceria entre a STN (Secretaria do Tesouro Nacional), a Caixa Econômica Federal, o Ministério da Educação e a B3, a bolsa de valores do Brasil, foi oficializada na semana passada.
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Desde novembro, essa iniciativa já está em funcionamento por meio do aplicativo Caixa Tem e, a partir daí, 50 mil estudantes brasileiros beneficiários do programa Pé-de-Meia já estão investindo em Tesouro Direto.
O Pé-de-Meia beneficia cerca de 4 milhões de estudantes por meio de um incentivo financeiro-educacional do governo federal.
Antes, o dinheiro recebido por meio do programa só podia ser aplicado na poupança. Agora, com essa parceria, os estudantes vão também poder aplicar esses recursos no Tesouro Selic, que acompanha a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, fixada pelo Banco Central.
“Esta é mais uma iniciativa de educação financeira misturada com inclusão”, disse o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.
“Dar a opção [de como investir] faz com que o estudante tenha que pensar sobre isso, buscar informação sobre isso. E isso gera um aprendizado. Então, ele vai poder fazer uma escolha consciente de manter o recurso onde está ou poder transferir para o Tesouro Direto. Essa liberdade de escolha é algo muito positivo e acreditamos que isso transforma a capacidade desses jovens de se prepararem para fazer escolhas conscientes em suas vidas”, acrescentou.
Sem risco de perder investimento
Assim como na poupança, os rendimentos do Tesouro Selic vão variar conforme as condições do mercado, mas sem risco de perda do investimento. Segundo o secretário, o Tesouro Selic foi atrelado à Selic para “ser uma porta de entrada segura e não gerar algum tipo de perda” para os estudantes.
A opção pelo tipo de investimento e o acompanhamento da rentabilidade da aplicação e da evolução dos rendimentos poderão ser feitos pelo aplicativo Caixa Tem, da Caixa Econômica Federal.
“Os estudantes hoje recebem o benefício do programa Pé-de-meia por meio do aplicativo Caixa Tem. Neste aplicativo, tem a opção onde ele pode escolher se deseja manter os recursos do incentivo de conclusão aplicados em poupança ou no Tesouro Direto”, explicou Tiago Cordeiro, diretor de produtos de governo da Caixa.
“Na jornada, estão explicadas para os estudantes as diferenças entre os dois tipos de investimentos, para que ele tome a decisão que achar mais conveniente”, ressaltou.
O que é o Pé-de-Meia
Criado em 2024 pelo Ministério da Educação, o Pé-de-Meia funciona como uma poupança para estudantes de baixa renda do ensino médio público. A iniciativa oferece um incentivo financeiro para garantir a permanência escolar e a conclusão desta etapa de ensino.
Ao comprovar matrícula e frequência, o estudante do ensino regular começa a receber o pagamento de incentivos mensais no valor de R$ 200, que podem ser sacados em qualquer momento.
O beneficiário ainda recebe R$ 1.000 ao final de cada ano concluído, que só podem ser retirados da poupança após a formatura no ensino médio.
Considerando as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), os valores chegam a R$ 9.200 por aluno, segundo o ministério.
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