Brasil tem 13 milhões de analfabetos 

Taxa foi menor do que a registrada no ano anterior, mas continua longe da meta da ONU

  • Educação | Do R7

Dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (18), mostram que 13 milhões de pessoas com 15 anos de idade ou mais não sabem ler nem escrever. O número corresponde a 8,3% da população. 

No ano passado, a mesma pesquisa apontou que o País tinha 13,3 milhões de analfabetos (8,6%) nesta faixa etária, número que representou a primeira alta em mais de dez anos.

A volta a uma trajetória de queda verificada parte da redução de 297,7 mil analfabetos e aponta uma evolução positiva. Porém, o Brasil ainda está longe de atingir a meta firmada na ONU (Organização das Nações Unidas), que consiste em diminuir a quantidade de pessoas que não sabem ler e escrever para 6,7% da população até 2015. 

Brasileiros estudam em média durante 7,7 anos

Em um outro recorte estatístico da Pnad, que leva em conta a parcela da população com dez anos de idade ou mais, é possível constar que o número de analfabetos no País mantém uma trajetória estável de queda. Assim, a quantidade de pessoas que não sabiam ler ou escrever passou de 12,9 milhões, em  2011, para 13,6 milhões em 2012, chegando a 13,3 milhões em 2013.

Dados regionais

O Nordeste também apresenta melhor resultado no recorte da Pnad que leva em cosideração os brasileiros com 15 anos de idade ou mais. Nesse caso, a porcentagem  de analfabetos caiu de 17,4% em 2012 para 16,6% em 2013. Mesmo assim, esta região ainda concentra mais da metade (53,6%) do total de brasileiros que não sabem ler nem escrever.

Todas as outra regiões também registraram queda no índice de pessoas nesta faixa etária: Norte de 10,2% para 8,9%, Centro-Oeste, de 6,7% para 6,5%, Sudeste,  de 4,8% para 4,7% e Sul de 4,4% para 4,2%.

Usando dos dados referente à parcela da população com dez anos de idade ou mais que não sabe ler nem escrever, constata-se que a taxa de analfabetismo recuou mais no Nordeste, onde passou de 15,8% em 2012 para 15,2%. No Sul, ela foi de 4,1% para 3,9%, no Sudeste de 4,4% para 4,3%, no Norte de 9,1% para 8,7% e no Centro Oeste de 6,1% para 6%. 

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Analfabetismo funcional    

A proporção de pessoas de 15 anos ou mais de idade com menos de quatro anos de estudo diminuiu. Em 2013, a taxa foi de 17,8% no Brasil (27,9 milhões de pessoas), 0,5 ponto percentual menor que a taxa do ano anterior.    

A região com maior taxa de analfabetismo funcional era o Nordeste (27,2%), seguido pela região Norte, com 21,6%. O Sudeste, por outro lado, tinha a menor taxa de analfabetismo funcional em 2013 (12,9%). A Pnad destaca que de 2012 para 2013, em todas as regiões, houve redução da taxa de analfabetismo funcional.  

Nível de instrução

Para determinar o nível de instrução, o IBGE analisou apenas as pessoas de 25 anos ou mais de idade, visando evitar que pessoas de grupos etários regulares do processo de escolarização fossem consideradas.  

Na comparação entre 2012 e 2013, a porcentagem de pessoas sem instrução ou que têm menos de um ano de estudo passou de 11,9%  para 12,2%. 

Houve uma redução de 33,5% para 31,2% da proporção de pessoas com ensino fundamental incompleto e aumento de 9,8% para 10,0% da proporção daquelas com ensino fundamental completo. Aumentou também o peso das pessoas de 25 anos ou mais de idade com ensino médio completo (de 25,2% para 25,9%). O peso daquelas que completaram o ensino superior, que inclui também mestrado e doutorado, se elevou em 0,9 ponto percentual no período.

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