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Censo Escolar: o que explica a queda de 1 milhão de matrículas em 2025?

Especialista Ivan Gontijo analisa o cenário educacional no Brasil: ‘Esse é um período muito crucial para a educação brasileira’

Educação|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Redução de 2,29% nas matrículas escolares em 2025, equivalente a 1,082 milhão de alunos.
  • Transição demográfica é o principal fator para a diminuição do número de estudantes.
  • Menos reprovações e maior permanência no sistema educacional também contribuem para a queda.
  • Recursos per capita estão aumentando e precisam ser investidos em políticas educacionais efetivas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os resultados da primeira etapa do Censo Escolar de 2025 foram divulgados nesta quinta-feira (26). No ano passado foram registrados 46,018 milhões de estudantes, distribuídos em 178,076 mil escolas públicas e privadas. A pesquisa aponta que houve uma redução de 2,29% nas matrículas em comparação a 2024; isso representa 1,082 milhão de alunos.

Em entrevista ao Hora News desta quinta-feira (26), Ivan Gontijo, gerente de políticas educacionais do Todos pela Educação, diz que existem dois grandes fatores que explicam essa queda no Brasil.


Alunos estudando em sala de aula
Especialista diz que esse é o momento de tomar decisões para investir na educação brasileira Reprodução/Record News

“O primeiro é realmente a transição demográfica. Cada vez menos, você tem menos pessoas em idade escolar [...] as pessoas vêm tendo menos filhos, isso faz com que o contingente de alunos diminua”, explica o especialista.

Além disso, os alunos estão passando menos tempo dentro do sistema educacional, ou seja, estão tendo menos reprovações do ano letivo. “O desafio é que tem um outro vetor que poderia compensar essa redução do número de matrículas, que é especialmente a ampliação da creche da pré-escola [...] tem gente, por exemplo, que gostaria de ter uma vaga em creche e não consegue”, afirma ele.


Gontijo analisa que com essa redução no número de matrículas, o dinheiro disponível por aluno está aumentando no país: “Esse é um período muito crucial para a educação brasileira, para a gente aproveitar bem essa janela de oportunidade que a transição demográfica nos traz [...] precisa de decisões para que esse recurso seja investido nas melhores políticas, que gerem mais resultado na aprendizagem”.

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