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Ensino superior EAD supera matrículas presenciais, mas evasão de cursos segue alta no país

Modalidade cresceu 287% no Brasil na última década, com disparo de números durante pandemia da Covid-19

Educação|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A quantidade de matrículas em EAD ultrapassou as presenciais no Brasil, com 50,7% dos estudantes optando pelo ensino remoto.
  • A modalidade EAD cresceu 287% na última década, especialmente durante a pandemia.
  • Taxas de evasão são altas: 41,6% nos cursos EAD, sendo 64,7% no setor privado acumulado (2020-2024).
  • A flexibilidade do EAD atraiu estudantes mais velhos, enquanto a demanda por aulas presenciais noturnas caiu drasticamente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Apesar da expansão nas formas de se obter diploma de nível superior, evasão de alunos ainda é gargalo Álvaro Henrique/SEDF - Arquivo

A quantidade de matrículas em EAD (Ensino a Distância) para cursos de ensino superior ultrapassou a modalidade presencial no Brasil, segundo a 16ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil (2026), publicada pelo Instituto Semesp nesta quinta-feira (19).

Com 50,7% dos estudantes em aulas on-line, as matrículas no ensino remoto teve um crescimento explosivo de 287% na última década.


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E, apesar da expansão nas formas de se obter um diploma de curso superior, a evasão de alunos continua a ser um gargalo. Em 2024, a taxa de desligamento nas aulas presenciais foi de 24,8%, enquanto no EAD, atingiu 41,6%.

A área do curso também parece influenciar diretamente para a permanência: enquanto medicina tem a menor taxa de desistência acumulada (20%), cursos tecnólogos registram o maior índice e chegaram a 64,3% no ciclo de 2020 a 2024. Já no recorte por rede, a particular tem evasão de 26,6%, superior aos 21,4% da rede pública.


O cenário é ainda mais alarmante na visão acumulada (2020-2024) do setor privado: 64,7% dos ingressantes desistem antes da formatura. E, quando analisados especificamente os cursos EAD nas instituições particulares, o percentual de desistência sobe para 68,1%, contra 35% na rede pública.

Migração do público trabalhador

Em geral, a rotina pode explicar a desistência do curso. Isso porque a flexibilidade do ensino remoto absorveu o perfil dos estudantes mais velhos e que trabalham. Antes, esse público dependia de aulas em período noturno para conseguir estudar.


Em 2014, o ensino presencial à noite dominava, com 53,2% dos ingressantes; uma década depois, esse índice despencou para 18,2%. No mesmo intervalo, a participação no EAD saltou de 26,7% para 73,5% dos novos estudantes.

Qualidade e desempenho no Enade

Além disso, ao contrário de alguns estigmas, os dados do ciclo 2021-2023 do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) mostraram que a qualidade da educação a distância se equipara à do ensino presencial, com possibilidade de superá-lo em categorias institucionais.


Confira:

  • Média geral: nota média dos alunos presenciais foi de 43,2, enquanto os estudantes do EAD alcançaram 42,5.
  • Universidades: categoria com as maiores notas e apresenta equilíbrio quase exato: 45,5 (presencial) e 45,3 (EAD).
  • Centros universitários: modelo digital superou o presencial, registrando 42,1 contra 40,7.
  • Faculdades: fenômeno se repete, com EAD (37,4) apresentando desempenho superior ao presencial (36,2).
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