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IA chegou sem bater na porta: entenda como tecnologia invadiu ambiente escolar e gera preocupação

Estudo mostrou que uso de ferramentas por alunos e professores já é uma realidade em salas de aula e necessita de regulação

Educação|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo do Cetic revela que uso de inteligência artificial (IA) já é comum entre alunos e professores.
  • 54% dos educadores no Brasil utilizam IA, acima da média mundial de 36% segundo a OCDE.
  • A falta de regulamentação pode gerar desaprendizagem e problemas na educação.
  • Especialistas pedem letramento de professores e pais para um uso seguro da tecnologia nas salas de aula.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um estudo recente realizado pelo Cetic (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) mostrou que o uso de inteligência artificial entre alunos e professores já é uma realidade e demanda políticas de segurança. A pesquisa foi feita com alunos e professores do ensino médio de escolas públicas e privadas das capitais de São Paulo e Pernambuco.

O levantamento mostrou que, enquanto os estudantes usam a IA para pesquisas de diversos escopos, desde escolares até sobre saúde, os professores, como apoio pedagógico. Ainda segundo o estudo, o uso intenso e não orientado exige uma solução para estabelecer protocolos e políticas que garantam uma visão mais segura, além de capacitação.


Uso da IA nas escolas é intenso, mas está desregulado, analisa especialista em educação Reprodução/ Record News

Rafael Parente, Phd em educação e pesquisador do núcleo de excelência em tecnologias sociais da UFAL (Universidade Federal De Alagoas), destaca uma pesquisa da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que demonstra a velocidade com que os educadores brasileiros aderiram à IA no Brasil, com 54% dos professores já utilizando as ferramentas, enquanto a média mundial é de 36%.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (26), o professor explica que o número é preocupante não pela utilização em si, mas sim em como tais recursos são utilizados e como uma falta de regulação pode gerar prejuízos, como um processo de desaprendizagem dos alunos. Ele defende que os recursos podem ser úteis em uma ampliação dos conhecimentos, com aplicações no cotidiano de sala de aula e promovendo a equidade e a democratização no uso das plataformas.


“A IA já virou uma espécie de hóspede que chegou sem bater na porta e já está usando a geladeira, o sofá e dando conselho amoroso. Porque no final das contas, a maioria dos nossos alunos já está usando a IA em praticamente tudo”, comenta.

Para diminuir as problemáticas que podem ser geradas pelo uso não supervisionado da IA, Parente reforça a importância do letramento de pais e professores para instruir os jovens do uso correto de tais recursos. Enquanto governos ainda não aplicam políticas públicas nesse sentido, ele defende que os educadores busquem meios de aprimorar os conhecimentos na área.


“Então não dá para pedir aos professores que eles façam tudo sozinhos, porque no final das contas a pressão já está gigante, os professores já estão super atarefados e cheios de pressão em cima deles. Eles precisam de apoio, de tempo e de ferramentas e de uma formação que seja muito adequada”, conclui.

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