Dilma considera realizar reforma política por meio de referendo

Até então, a presidente reeleita pretendia realizar a medida com um plebiscito

Do R7

Dilma Rousseff garante participação popular na reforma política
Dilma Rousseff garante participação popular na reforma política Ichiro Guerra/25.10.2014/Divulgação

Em entrevista ao Jornal da Band concedida na noite desta terça-feira (28), a presidente Dilma Rousseff (PT) declarou que cogita a possibilidade de realizar um referendo no País para elaborar a reforma política. Até então, a presidente defendia a realização de um plebiscito para tratar do tema.

— Todos defendem a consulta popular. Seja na forma de referendo ou de plebiscito. Eles deságuam em uma Assembleia Constituinte. Acho muito difícil não ser uma discussão interativa. Não sei a forma que vai ser, mas acho difícil não ser com consulta popular. Não é possível supor que a população vai ficar alheia a esse processo.

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Em seu primeiro discurso após ser reeleita, Dilma disse que abriria espaço ao diálogo para buscar o entendimento por meio do plebiscito. Na entrevista, ela afirmou inclusive, que pretende conversar com seus principais adversários na disputa, Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), para construir um consenso sobre a matéria.

— Vamos criar pontes. Quando falo de união, não pretendo manter tudo pasteurizado. Quero que as pessoas mantenham suas posições, as suas diferenças de opinião, e que possam de agir de forma diversificada, mas, ao mesmo tempo, conversem. A conversa mostra generosidade, espírito público e disposição para trabalhar para o futuro do País.

Com relação aos boatos que já indicam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputaria a Presidência da República em 2018, Dilma disse que o apoiaria em qualquer circunstância.

— Eu já disse uma vez e vou repetir: o que o Lula quiser ser, eu apoiarei.

Homofobia

Dilma disse ainda que irá dar todo o apoio ao projeto que tramita no Congresso e que criminaliza a homofobia.

— Darei integral apoio à criminalização da homofobia, é uma medida civilizatória. O Brasil tem que ser contra a violência que vitima a mulher, a violência que atinge de forma aberta ou escondida os negros e a violência da homofobia, porque homofobia é uma barbárie.

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