Eleições 2014 'Tinder das eleições', aplicativo Voto x Veto já tem 50 mil usuários

'Tinder das eleições', aplicativo Voto x Veto já tem 50 mil usuários

Ferramenta está disponível para iOS e Android e chega ao Windows Phone em setembro

'Tinder das eleições', aplicativo Voto x Veto já tem 50 mil usuários

Eleitor só conhece o candidato após aprovar ou reprovar a proposta

Eleitor só conhece o candidato após aprovar ou reprovar a proposta

Divulgação

E se existisse um aplicativo para ajudar o eleitor a conhecer melhor os seus possíveis candidatos? Melhor ainda: uma ferramenta que auxiliasse na escolha de um candidato a partir da afinidade com as propostas? Foi pensando nisso que Walter Cesar Nogueira da Silva Júnior desenvolveu o Voto x Veto, aplicativo gratuito que entrou no ar nas últimas semanas.

Inspirado em aplicativos de relacionamento, o estudante do último ano de engenharia da computação decidiu criar a ferramenta para ajudar candidatos e eleitores durante a campanha. De acordo com Júnior, não existia uma plataforma em que os candidatos pudessem expor suas ideias com igualdade.

— Me inspirei no formato do Tinder e do Lulu, que a princípio não tinham nada a ver com política ou engajamento social, mas eram [aplicativos] simples e tinham muitos usuários, e eu comecei a me basear nisso.

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Ele assume que nunca foi muito ligado em assuntos políticos. Apesar de ser estudante universitário, Júnior percebeu que ele e outras pessoas do mesmo círculo não se interessavam por política. Aos poucos, e por curiosidade, ele começou a ler na internet e ver que existiam oportunidades em torno de áreas menos exploradas.

A ideia do aplicativo surgiu no ano passado, mas só foi colocada em prática neste ano.  Em três meses e meio, Walter Júnior aprendeu a mexer nas plataformas e desenvolveu o app.

50 mil downloads

Disponível para o sistema Android e iOS, o Voto x Veto já foi baixado por quase 50 mil pessoas. Atualmente, a média é de 5.000 downloads por dia. A versão já foi atualizada, para substituir o nome e a imagem de Eduardo Campos, morto no dia 13 de agosto, por Marina Silva, e para aprimorar o sistema de rodízio em que as propostas aparecem para o usuário.

O aplicativo tem 1.300 propostas, dos 11 candidatos à Presidência da República, para que os eleitores possam avaliar. O Voto x Veto também já tem as propostas dos candidatos aos governos estaduais.

Até o momento, o estudante trabalhou sozinho no projeto, mas a popularização do aplicativo o fez pedir a colaboração de um amigo, que vai disponibilizar o aplicativo para Windows Phone no início de setembro.

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Como funciona

Ao acessar o aplicativo, o eleitor receberá propostas, em que devem votar ou vetar. O usuário só saberá a quem pertence cada proposta depois de escolher uma das opções. Depois da “brincadeira”, um ranking mostra os candidatos que mais foram aprovados ou reprovados.

As propostas utilizadas por Júnior foram retiradas do plano de governo que os políticos publicaram no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e aparecem sem privilegiar nenhum candidato, garante o desenvolvedor.

— [O sistema é] Completamente aleatório. É engraçado, porque muita gente diz que eu tenho preferência por um candidato ou outro. Falam que estou sendo a favor do X ou do Y, mas X e Y são candidatos totalmente opostos.

Planos

Aos 24 anos e quase formado, o aluno do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) pretende aprimorar e conseguir ganhar dinheiro com o projeto. Além de ampliar o funcionamento da ferramenta nas eleições municipais, Júnior também quer oferecer um serviço para que o eleitor acompanhe e fiscalize os candidatos eleitos.

Em um futuro próximo, a ideia é que os próprios candidatos, de todos os cargos, cadastrem suas propostas. E, por mais que esteja nos planos do criador lucrar com o aplicativo, ele afirma que não pretende mexer no bolso dos usuários. Além de oferecer o serviço aos candidatos, Júnior acredita que empresas que realizam pesquisas e consultorias também devem se interessar pelo produto.

— Eu sempre quero que seja uma plataforma gratuita para o eleitor. Tem outra forma de monetizar isso, cobrando taxa dos candidatos para que eles cadastrem as propostas ou com os dados gerados.

Até a data da entrevista, Júnior não havia sido procurado por nenhuma empresa, partido ou candidato.

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*Com a colaboração de Naiara Araújo, estagiária do R7

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