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Eduardo Cunha: Se Flávio for eleito, ele terá maioria no Congresso; o Lula vai estar numa situação pior

Em entrevista exclusiva à RECORD NEWS, ex-presidente da Câmara defende fim de emendas, diz que Brasil é ‘anarquia’ e reforça posição conservadora para eleição

Eleições|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Eduardo Cunha defende o fim das emendas parlamentares individuais e a implementação de um orçamento integral impositivo.
  • Ele critica a fragmentação do Congresso e expressa preocupação com a situação política, considerando o Brasil uma "anarquia".
  • Cunha sugere a necessidade de uma reforma política e criticou o papel do STF em questões legislativas.
  • Ele descarta Romeu Zema como uma terceira opção viável para a presidência e reafirma sua posição conservadora nas eleições.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ao analisar o atual cenário político brasileiro, o pré-candidato a deputado federal Eduardo Cunha aponta uma fragmentação nos quadros do Congresso, descarta Romeu Zema como terceira opção viável para presidente e destaca as posições que defenderá se eleito para um novo mandato.

Em entrevista exclusiva ao Link News desta quarta-feira (25), Cunha defende a instituição de um orçamento integral impositivo em detrimento das emendas parlamentares individuais — que votou para fortalecer quando esteve à frente da Câmara dos Deputados, entre 2015 e 2016. Cunha acredita que o instrumento se tornou um meio de “chantagem” dos parlamentares.


Eduardo Cunha em entrevista exclusiva ao Link News
No 'Link News', ex-deputado defende fim das emendas parlamentares que ajudou a instituir Reprodução/Record News

“Hoje você tem um orçamento de faz de conta”, diz. “Aquilo que não faz parte das emendas impositivas, simplesmente o governo pode executar ou não. Então, em cima da hora, para fazer acordo para votar, infla a receita, coloca o que todo mundo quer, depois contingencia a receita e não executa nada. Isso aqui tem que acabar.”

Quanto à dificuldade de articulação do governo Lula em seu terceiro mandato, Cunha aponta para um problema no sistema de governo presidencialista em vigência no Brasil. Segundo ele, se “a gente não evolui para o modelo de parlamentarismo, nós temos um grave problema” de fragmentação partidária.


Ele projeta ainda mais dificuldade em um eventual quarto mandato do petista: “Hoje o presidente é eleito e a gente já sabe que não vai ter maioria. A gente já sabe que, talvez, se o Flávio Bolsonaro for eleito, ele vai conseguir chegar como a maioria, porque os partidos de centro aliados à direita vão ter maior número de deputados e senadores, com certeza absoluta. Mas se o Lula se reeleger, ele vai estar numa situação até pior, porque eu acho que a posição dos partidos de centro e de direita vai aumentar no Congresso”, opina.

Ele descarta a ideia de que o atual modelo estaria mais próximo de um semipresidencialismo e dispara: “Eu acho que a gente está dentro de uma anarquia.” O político fala em sérios problemas de divisão de poder na política brasileira e afirma que a situação precisa ser rediscutida. “Ou uma nova reforma política, uma nova forma de eleição. Alguma coisa tem que mudar.”


Nesse sentido, ele argumenta que não é papel do STF ser “fonte de recurso de votação perdida” e propõe orientação de normativas para evitar interferências do Judiciário no Legislativo. “O problema todo é que o Supremo, quando ele se pronuncia, é porque alguém o provocou. Geralmente, os partidos pequenos que perdem votações no Congresso vão recorrer ao Supremo nos votos que eles não tiveram. E gera possibilidade de um monte de coisa”, alega.

Sobre o nome de Zema como terceira via em outubro, Cunha diz que acha válido que o ex-governador de Minas Gerais concorra à presidência, mas que ele não é viável eleitoralmente. Já quanto à própria candidatura, Cunha reforça sua posição conservadora: “Eu não sou radical, mas conservador eu sou.”

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