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Eduardo Ribeiro celebra 27 anos de carreira e abre o jogo sobre o Jornal da Record: ‘Tento ser um repórter na bancada’

Novo âncora do principal telejornal da emissora compartilha detalhes e desafios da profissão

Entrevista|Giovane Felix, do R7

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Aos 45 anos, Eduardo Ribeiro assume a bancada do Jornal da Record

Na RECORD desde 2007, Eduardo Ribeiro construiu uma trajetória sólida na emissora. O jornalista começou na RECORD NEWS, passou pelo Domingo Espetacular e apresentou o Fala Brasil. Agora, aos 45 anos, assume um novo desafio como âncora titular do principal telejornal da casa: o Jornal da Record.

“Aquele menino que chegou com 27 anos aqui, lá em 27 de setembro de 2007, na inauguração da RECORD NEWS, também aniversário da emissora, agora está com 45 e tem a grata surpresa, a alegria, a honra de assumir o principal jornal da casa”, destaca.


Paranaense de Curitiba, ele é formado em jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e tem uma carreira marcada pela versatilidade. Ao longo de quase três décadas, passou por praticamente todas as áreas da profissão: atuou em rádio, jornal impresso, portais de notícias e televisão.

Em meio à rotina intensa na Redação do Jornal da Record, Eduardo Ribeiro abriu espaço na agenda para conversar com exclusividade com o R7. Falou sobre a nova fase na emissora, os desafios do jornalismo e relembrou momentos marcantes dos seus 27 anos de carreira.


Desde 2007 na RECORD, Eduardo Ribeiro iniciou a carreira aos 18 anos como repórter. O jornalista também possui passagens pelo rádio e impresso

Confira, a seguir, a entrevista completa:

R7 - Você tem uma longa história no jornalismo. São mais de 20 anos de carreira, entre coberturas no impresso e no rádio, como repórter e apresentador. De que forma essas experiências o transformaram como jornalista?


Eduardo Ribeiro - Cada jornada, pauta e cobertura especial me trouxe onde eu estou hoje. É com muita gratidão que eu olho no espelho e no retrovisor desse tempo todo. Vou fazer 27 anos de carreira, 17 de RECORD. Então, aquele menino que chegou com 27 anos aqui, lá em 27 de setembro de 2007, na inauguração da RECORD NEWS, também aniversário da emissora, agora está com 45 e tem a grata surpresa, a alegria, a honra de assumir o principal jornal da casa.

Gosto de dizer que quero ser e tento ser um repórter na bancada, que participa de toda a linha de produção do noticiário. Às vezes, falo com os nossos editores por telefone, troco mensagens sugerindo pautas, vendo a coisa acontecer. Porque quando a luz acende no estúdio e a gente dá aquele primeiro ‘boa noite’, nós estamos sendo a ponta da lança de um processo enorme de produção de notícias que começa no dia anterior, às vezes semanas antes, dependendo do planejamento da cobertura.


É uma honra fazer parte desse telejornal, mas, sobretudo, eu não me imagino fazendo outra coisa, sabe? Depois de tanto tempo na rua, fazendo viagens e grandes reportagens, não me imagino fazendo outra coisa senão estar diante de um jornal da RECORD, ao vivo, construindo a notícia, ao lado do telespectador.

Gosto de dizer que quero ser um repórter na bancada, que participa de toda a linha de produção do noticiário

(Eduardo Ribeiro)

Repórter de origem, o novo âncora do principal telejornal da RECORD segue envolvido em toda a produção da notícia — do planejamento à bancada

R7 - É interessante ver que, mesmo com tantos anos de carreira, você ainda faz questão de estar presente em todas as etapas da produção. Como é acompanhar de perto todo o processo do jornal, sugerindo pautas e atento ao que está acontecendo nos bastidores?

Eduardo Ribeiro - Faço de tudo para não desligar. Isso cobra um preço, mas a gente já se acostumou com o passar do tempo. O repórter que só olha para a pauta que está fazendo na rua, naquele dia, e não olha para os lados, as outras retrancas [nome que identifica a reportagem de TV internamente] que compõem o jornal, não está vendo tudo.

Quando você passa a apresentar um jornal ou, como eu gosto de dizer, contextualiza para o telespectador, descomplica determinado noticiário e passa, portanto, não só a apresentar, mas a ancorar o noticiário, tem essa missão de olhar para o todo e saber, inclusive, aquilo que não vai caber no jornal. Então, não me imagino fazendo outra coisa senão estar ligado o tempo todo para entregar o melhor no fim da noite.

R7 - Você já cobriu casos de grande repercussão, desde acontecimentos políticos até tragédias. Qual foi a cobertura que mais te exigiu, técnica e emocionalmente?

Eduardo Ribeiro - As grandes tragédias, seja em função de acidentes ou de fatalidades, se impõem e entristecem o Brasil. Então, quando você pensa em uma Boate Kiss [casa noturna localizada em Santa Maria (RS) onde aconteceu um incêndio e resultou na morte de de 242 pessoas], quando se lembra do que aconteceu em Brumadinho, desastres naturais como o da Serra Fluminense de 2011, que redesenharam a geografia daquele estado em função das chuvas, o que está acontecendo hoje no Texas, o que aconteceu em maio do ano passado nos Estados Unidos… Está tudo interligado, seja emocionalmente para as pessoas, porque é novamente uma surpresa, de novo um trauma, seja porque tem a ver com catástrofes e mudanças climáticas e naturais, ou com a falta de escrúpulos do ser humano pela ganância, para ganhar dinheiro a qualquer custo.

Todas essas coisas se interligam nas grandes tragédias, que podem, inclusive, se você parar para pensar dessa maneira, ser antevistas. Por isso que um grande fato, uma tragédia, precisa suscitar um debate forte e profundo na sociedade brasileira e nós temos o compromisso de evitar que isso se repita. Essa é uma das funções do jornalismo: cobrar, colocar o dedo na ferida e antever essas preocupações.

Essas grandes coberturas me transformaram como ser humano, me tornaram mais realista e menos, infelizmente, otimista na nossa sociedade. Mas sempre vem uma carga de solidariedade tão grande das pessoas que olham para suas casas, se enxergam no lugar do outro. Isso também modifica o profissional que eu sou. Você sabe que o ser humano ainda pode ser tocado naquilo que ele tem de mais impressionante, que é a sua humanidade. O jornalista que dá notícia pesada toda noite e cobre tragédias, que consola famílias e vai atrás de respostas, não pode cair na tentação de banalizar esse sentimento, porque é isso que nos faz humanos.

O jornalista que dá notícia pesada toda noite, que cobre tragédias, consola famílias e vai atrás de respostas, não pode cair na tentação de banalizar esse sentimento, porque é isso que nos faz humanos

(Eduardo Ribeiro)

Com 27 anos de profissão, Ribeiro participou de grandes coberturas jornalísticas, como o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS)

R7 - E qual dessas coberturas te marcou de um jeito diferente, mesmo depois que as câmeras desligaram?

Eduardo Ribeiro - A Boate Kiss me marcou muito porque era o dia do aniversário da minha filha mais velha, ela completava três anos de idade e eu estava com ela de folga. Era um domingo, [a tragédia] tinha acontecido na noite anterior, e nós estávamos esperando os amigos dela chegarem para a festinha de aniversário lá em casa. Alguns colegas jornalistas, inclusive, aqui da RECORD estavam convidados. E eu recebi uma ligação do meu chefe e ele falou: ‘já ligou a TV hoje?’, eu respondi que não, e ele pediu para ligar e depois disse: ‘precisamos que você venha para cá’.

Me lembro da sensação da minha filha, quando ela olhou para mim, no quarto do lado, e eu estava vestindo uma camisa. Ela falou: ‘você vai trabalhar, papai?’, eu não tive coragem de dizer a verdade e falei que já a encontraria lá embaixo. Eu passei uma semana fora de casa. Eu não cantei parabéns para ela. E não foi a primeira vez, talvez não venha a ser a última.

E quando as câmeras desligaram naquela cobertura triste, em que a gente estava diante de um lugar de morte, assassinato, que inclusive não se resolveu até hoje, eu continuei conversando com as famílias. Voltei para São Paulo, mas continuei falando com as famílias. De repente, a tragédia fez cinco anos. Depois dez. E assim, sucessivamente. A gente continuou trocando mensagens. Porque, assim como eu tinha minha filha em segurança em casa quando parti para aquela tragédia, eu nunca me permiti esquecer que eles não veriam mais os seus filhos depois daquilo. Então é algo que muda a tua alma.

Toda vez que surge no noticiário o aniversário da tragédia da Boate Kiss, nós estamos comemorando mais um aniversário lá em casa. Nunca mais foi do mesmo jeito. E eu nunca conversei com ela sobre isso. Ela tem 15 anos hoje.

R7 - No ao vivo, imprevistos são inevitáveis. Você se lembra de algum momento em que algo inesperado aconteceu nos bastidores ou durante a transmissão?

Eduardo Ribeiro - Olha, hoje eu lido com muita naturalidade, mas nem sempre foi assim. Fazer jornalismo ao vivo é difícil o tempo todo. Então, quando você acha que vai ser fácil, é aí que a notícia te surpreende.

Recentemente, era sábado, eu era âncora do Fala Brasil, mas cobria os plantões de sábado no Jornal da Record. Não faz muito tempo, eu estava sentado aqui, pertinho de onde nós estamos conversando agora, no computador, e a agência Reuters estava aberta, era campanha eleitoral nos Estados Unidos, e eu vi o púlpito, a tribuna de onde Donald Trump ia discursar. Olhei e continuei escrevendo. De repente, eu vejo em tempo real aquele tiro que podia ter custado a vida do futuro presidente dos Estados Unidos. O jornal estava planejado, sem aquela notícia, apenas a manchete do que ele ia dizer ou tinha acabado de dizer no discurso. Mudou completamente. E nós fizemos isso ao vivo. É quando a notícia se impõe e você precisa construir o noticiário, fazendo esse acordo com o telespectador: ‘olha, nós estamos diante de um fato inesperado e vamos alimentando essa cobertura à medida que os fatos vão acontecendo’.

E assim é o jornalismo da RECORD, assim é o jornalismo contemporâneo. Ele é em tempo real e assumindo o risco dos erros de um jornalismo em tempo real. Sempre tentando construir, confirmar e checar da melhor maneira possível. Então, eu continuo me surpreendendo. Nunca foi fácil.

Fazer jornalismo ao vivo é difícil o tempo todo. Então, quando você acha que vai ser fácil, é aí que a notícia te surpreende

(Eduardo Ribeiro)

R7 - Dentro da RECORD, você já esteve à frente de programas da RECORD NEWS, apresentou por alguns anos o Domingo Espetacular, o Fala Brasil e agora o Jornal da Record. O que significa, para você, construir essa trajetória dentro da mesma casa?

Eduardo Ribeiro - Amor e respeito. É uma grande casa onde aprendi muito e continuo aprendendo todos os dias. Eu era repórter da Band quando recebi o convite para virar apresentador na RECORD NEWS. Um apresentador com 27 anos de idade.

Fiquei dois anos na Band e nesse período eu fiz tudo isso: substituí o Ricardo Boechat na bancada do Jornal da Band, o [Roberto] Cabrini na apresentação do Jornal da Noite, já naquela época, menino. E acho que foi por isso que falaram assim: ‘esse rapaz pode ajudar a inaugurar um canal de notícias ao vivo. Ele gosta e sabe fazer isso’.

E eu me lembro do conselho que eu recebi do Fernando Mitre, diretor de jornalismo até hoje da Band. Eu falei: ‘Mitre, então estou indo, obrigado. Que conselho você me daria?’. E ele disse, olhando no fundo dos meus olhos: ‘Envelheça.’ Na hora eu não entendi. O que ele quer dizer? Que eu sou menino demais? Algo estético? Não. Lindo de um conselho.

E depois quando o [Ricardo] Boechat morreu e eu fui incumbido de fazer a reportagem sobre a morte dele, tive que entrar na Band de novo para entrevistar o Mitre. Eu relembrei esse conselho que ele me deu. E ele falou: ‘pois você anda envelhecendo muito bem’. É aprender a se entregar. É deixar que te ensinem. É ouvir mais do que falar. Isso é envelhecer em jornalismo. E quando você me pergunta que trajetória foi essa, é uma trajetória de aprendizado constante e de quebra das suas próprias marcas, dos seus próprios recordes.

Ficar quatro ou cinco anos na RECORD NEWS me capacitou para entrar para o núcleo de reportagens especiais do Jornal da Record e viajar o mundo, desde um safári na Tanzânia, no leste da África, até uma tragédia humanitária na fronteira da Venezuela com a Colômbia, que a gente ficou descrevendo no meio de fogo cruzado e bala de borracha.

É uma usina interminável de construção do jornalista e pelo jornalismo. Essa para mim é a RECORD.

É aprender a se entregar. É deixar que te ensinem. É ouvir mais do que falar. Isso é envelhecer em jornalismo

(Eduardo Ribeiro)

De 2022 a 2025, Edu Ribeiro esteve à frente do Fala Brasil ao lado da colega Mariana Godoy

R7 - Como você encara o desafio de estar à frente de um dos principais telejornais do país, agora como âncora titular?

Eduardo Ribeiro - Aumenta muito a responsabilidade. Estou respirando mais e tentando ser menos impetuoso e agir menos por impulso, planejar mais o que vai acontecer. É um repórter na bancada ainda.

Pela primeira vez, eu acho que um repórter de um telejornal assume a bancada e tenho muito orgulho disso. Eu fui repórter do Jornal da Record por sete longos anos, substituindo o âncora do jornal todos os sábados e todas as suas férias. E agora eu posso assumir essa bancada.

Aumenta a responsabilidade porque todo telejornal que leva o nome da emissora é um telejornal consolidado, mais velho, e tem toda uma responsabilidade política e econômica com o país e com o telespectador.

Tenho certeza que vamos construir uma marca de ainda mais relevância do que essa que já foi construída ao longo dos últimos 30 anos. Porque é uma equipe de sucesso. Os melhores editores, os melhores textos, a melhor apuração, os melhores repórteres estão nesse dream team [equipe dos sonhos] do Jornal da Record hoje. Com muita humildade eu quero aprender com eles para a gente construir uma nova etapa ainda mais relevante.

Jornalista comenta o desafio de ancorar o noticiário noturno: "Estou respirando mais e tentando ser menos impetuoso"

R7 - De um programa dominical de reportagens especiais para um jornal diário, e agora para o principal telejornal da casa. O que muda no preparo e na entrega?

Eduardo Ribeiro - O preparo continua sendo o mesmo. Mas, no Jornal da Record, esse dia a dia se constrói muito mais rapidamente. O que eu quero dizer com isso? Eu preciso acordar e mergulhar nos detalhes do noticiário. Como é um telejornal de uma hora e pouquinho de duração, com um minuto e meio a dois minutos para cada reportagem, só o melhor do melhor precisa, pode ou merece estar ali dentro.

Então, quem são as melhores fontes, quem produziu as melhores declarações, quem descomplicou com mais simplicidade o que é mais difícil do noticiário. A gente precisa escolher melhor. Nós já temos uma grande equipe que faz isso, desde a nossa chefe de redação: a Patricia Rodrigues, e os nossos editores-chefes: o Anderson Lima e o Everton Holtz.

Mas cabe aos apresentadores saber o que não entrou na reportagem, mas pode caber no seu comentário e na forma de chamar a reportagem, ou seja, complementar aquilo que já é tão precioso. Além da rotina que muda – e a minha mudou bastante: filha mudou de horário na escola, estou me acostumando a dormir assim que chego em casa, e é difícil desligar depois de um telejornal tenso.

Também tem a cobrança interna por estar bem informado o tempo todo. É preciso estar de olho no jornal do dia seguinte.

R7 - Você e a Mariana [Godoy] já construíram uma sintonia no Fala Brasil. O que essa experiência prévia traz para o trabalho de vocês agora no Jornal da Record?

Eduardo Ribeiro - É divertido. A Mariana é muito sagaz, rápida e boa de improviso. Então, tanto ela quanto a Chris [Lemos] me ensinam muito sobre esse lado de olhar para a notícia. E estar com a Mariana agora em outro horário é uma oportunidade de construir esse jornalismo do hard news [notícias importantes], com talvez um pouquinho menos tempo para sorrir, para o bom humor.

Mas eu acho que esse é o nosso desafio, da Mariana e meu: continuarmos surpreendendo o telespectador com as nossas risadas, tiradas e ações complementares. Eu acho que fazíamos isso bem de manhã e já mostramos até agora que podemos fazer bem de noite também.

A Mariana [Godoy] é muito sagaz, rápida e boa de improviso. Então, tanto ela quanto a Chris [Lemos] me ensinam muito sobre esse lado de olhar para a notícia

(Eduardo Ribeiro)

R7 - Fora do ar, quem é o Eduardo Ribeiro?

Eduardo Ribeiro - Eu acho que as pessoas se surpreenderiam. Todo mundo que me conhece sem gravata e terno, em um final de semana, fala: ‘mas como você é divertido’ [risos]. Então, a possibilidade de mostrar esse lado do Eduardo na principal bancada da emissora é uma chance incrível de surpreender as pessoas também.

R7 - No último ano, você comandou o debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo. Como você encara esse desafio? Há uma diferença na sua postura ao mediar essa discussão entre os políticos em comparação com as entrevistas?

Eduardo Ribeiro - Eu acho que é a função de um mediador, com respeito e simplicidade. Cumprimentar cada um deles ao chegar na emissora. Perguntar se eles têm alguma dúvida sobre as regras do debate. E lembrá-los de que eles estão ali para fazer avançar o debate. E não para apenas contar o que acham que tem de bom em suas próprias campanhas. Instigar o candidato a fazer o que o telespectador ou o eleitor, na minha humilde opinião, gostaria de fazer se estivesse no meu lugar. Com respeito, sem puxar sardinha para nenhum dos lados, mas permitindo as pessoas enxergarem o político para além da campanha.

Nesses 17 anos de RECORD, estive presente em todas as eleições — seja sabatinando, mediando debates ou cobrindo campanhas. Acho que esse é um período de ouro para o eleitor e para a audiência.

Nesses 17 anos de RECORD, estive presente em todas as eleições — seja sabatinando, mediando debates ou cobrindo campanhas. Acho que esse é um período de ouro para o eleitor e para a audiência

(Eduardo Ribeiro)

R7 - Você possui uma forte presença digital. Bem ligado nas redes sociais. É importante para o jornalista estar nessas plataformas? Como você encara esse espaço?

Eduardo Ribeiro - Eu tento fazer isso não como jornalista, mas como ser humano. Se eu não fosse jornalista, eu acho que eu estaria nas redes sociais da mesma maneira que eu estou. Eu tenho uma visão de mundo muito simples, de alguém que ama o que faz, mas, sobretudo, ama a Deus e a família.

Então, quando eu tenho a oportunidade de expressar essa fé, esse amor pela minha esposa, pelas minhas filhas, eu sinto que sou visto pelos outros nas redes sociais como realmente eu sou. Alguns se surpreendem, outros podem não gostar, mas não faria diferente se não fosse jornalista.

Eu falo menos de notícia, ou quase nada de notícia, e aproveito a oportunidade de aprender com as pessoas, de entrar nas trends [tendências, brincadeiras que viralizam no meio digital], de fazer parte da vida das pessoas de outra maneira.

R7 - O que mudou mais com o tempo: a forma de fazer jornalismo, a televisão como meio ou você como jornalista?

Eduardo Ribeiro - Eu acho que todos mudamos, mas o jornalismo mudou mais. A TV continua com seus interesses, suas necessidades de performance e continua uma companheira incrível do telespectador e das famílias, ainda é o veículo principal de informação do brasileiro, eu tenho orgulho de fazer parte disso.

O jornalismo mudou, ficou mais veloz e também mais refém das versões falsas. Envelheci nesse meio de horizontes não tão simples de serem definidos. Acho que todos mudamos, mas o jornalismo mudou mais. Televisão e eu só envelhecemos.

O Jornal da Record vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 19h55, e aos sábados, a partir das 19h45, na tela da RECORD.

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