Eleandro Passaia faz retrospectiva à frente do Balanço Geral: ‘Maior desafio que já recebi’
Apresentador relembra início da carreira e comenta o desafio de assumir um programa consolidado
Entrevista|Erika Teles e Lygia Kato, do R7

Eleandro Passaia começou puxando os fios de microfones e câmeras à beira do gramado aos 17 anos e hoje comanda diariamente um dos programas mais tradicionais da televisão brasileira. Em entrevista ao R7, o apresentador conta que construiu sua carreira com muito trabalho, disciplina e entrega.
À frente do Balanço Geral desde janeiro de 2025, Passaia se destaca por um estilo direto, dinâmico e humano, que informa, emociona e aproxima o público da notícia todos os dias, durante quatro horas e meia no ar.
Ao R7 Entrevista, o apresentador paranaense revisita o começo da carreira no rádio, as lições que trouxe da experiência trabalhando no Japão, a chegada a São Paulo e o desafio de assumir um programa consolidado, além de comentar a parceria com Renato Lombardi e Fabíola Reipert, os bastidores do ao vivo, a relação com a equipe, a importância da família, o impacto das redes sociais e o que projeta para o futuro do Balanço Geral em 2026.
R7 Entrevista - Como foi o começo da sua carreira e em que momento você percebeu que queria ser jornalista?
Eleandro Passaia - Aos 17 anos, recebi um convite para trabalhar em uma rádio, em uma equipe esportiva. Comecei puxando fio à beira do gramado. Na época, não existia microfone sem fio. O repórter precisava de um cabo enorme, de 200 metros ou mais, ligando a cabine ao campo.
Três meses depois, um repórter faltou e eu ganhei a oportunidade de entrar no ar. Nunca mais parei. Comecei como repórter esportivo aos 18 anos. Depois, fui para uma retransmissora da RECORD em Guarantã do Norte, no Mato Grosso.
Aos 21 anos, entendi que queria fazer aquilo para o resto da vida, mas também percebi que precisava sair de uma cidade pequena para crescer. Foi ali que decidi buscar novos horizontes.
Aos 21 anos, entendi que queria fazer aquilo para o resto da vida, mas também percebi que precisava sair de uma cidade pequena para crescer. Foi ali que decidi buscar novos horizontes
R7 Entrevista - Antes dos 21 anos, você cogitou outra profissão?
Eleandro Passaia - Sim, eu cheguei a pensar em ser piloto da Aeronáutica. Mas acabei nem entrando no Exército, porque na cidade onde eu morava todos os jovens eram dispensados. Então sequer fiz o serviço militar.

R7 Entrevista - A sua experiência no Japão marcou muito a sua vida. O que você trouxe daquela fase para hoje?
Eleandro Passaia - Disciplina e responsabilidade. Levei alguns “tapas da vida” lá. Uma vez, por exemplo, eu queria comprar uma gata. Mas meu japonês ainda era fraco. O atendente do pet shop percebeu minha dificuldade e disse: “Vá aprender japonês primeiro. Porque se seu animal passar mal, você não vai conseguir explicar ao veterinário. E ele vai sofrer.”
Eu respondi: “Mas eu tenho dinheiro para pagar à vista”. E ele disse: “Eu não estou preocupado com o dinheiro. Estou preocupado com o animal.” E aquilo foi um tapa!
O japonês também cumpre a palavra. Se ele diz que vai estar em determinado horário, ele estará. E se for atrasar, liga. Eu trouxe isso para a minha vida. Se eu for atrasar um minuto, aviso na hora.

R7 Entrevista - Ainda no Japão, você atuou como metalúrgico até se tornar jornalista e empresário. Como é relembrar essa época?
Eleandro Passaia - Eu fui ao Japão em 2000 porque sabia que lá já existiam televisão, jornal e revista em português. Só que, quando cheguei, não me deram emprego. Eu tinha ido para trabalhar, mas não consegui nada. Fui na cara e na coragem, sem emprego garantido.
Então, o que eu fiz? Fui trabalhar como metalúrgico. Com o dinheiro que ganhei trabalhando em uma fábrica, comprei os equipamentos e montei uma produtora.
Passei a produzir minhas próprias reportagens e comecei a vender o material para a Globo de lá. Depois, fui para a RECORD. No começo, fui para a fábrica, virei metalúrgico para conseguir montar minha produtora.
Depois disso, passei a vender meu material para as emissoras e, só então, fui contratado. Trabalhei na RECORD e na RECORD Internacional no Japão.
R7 Entrevista - Voltando para o começo da sua carreira: como aconteceu a transição do rádio e das reportagens de rua para comandar um jornal, ao vivo todos os dias?
Eleandro Passaia - Cada etapa me desenvolveu de um jeito. O rádio me deu improviso, a reportagem de rua me ensinou responsabilidade, a checar informação, a entender o trabalho do repórter.
Hoje, como apresentador, eu entendo quando o repórter não tem todas as informações, porque já estive lá. Também escrevi para revista, e cada uma dessas etapas me preparou para aperfeiçoar o que eu falo hoje no ar.
Cada etapa me desenvolveu de um jeito. O rádio me deu improviso, a reportagem de rua me ensinou responsabilidade, a checar informação, a entender o trabalho do repórter

R7 Entrevista - Como foi receber a notícia de que você comandaria o Balanço Geral SP? Onde você estava e o que sentiu?
Eleandro Passaia - Eu estava em Curitiba (PR) quando o [Antonio] Guerreiro, nosso diretor e vice-presidente, ligou para mim e perguntou: “Você quer comandar o Balanço Geral em São Paulo? A RECORD acredita no seu potencial!”
Topei na hora. Era um sonho antigo comandar um grande programa em São Paulo. Eu já tinha apresentado o Balanço Geral Manhã, que também é um grande programa que eu respeito muito. O Balanço é um programa que tem vários tipos de reportagens. Falamos de vários assuntos diferentes, com um espaço muito grande. Foi a coroação de um trabalho que venho fazendo durante a vida.
R7 Entrevista - Como foi contar para sua família essa mudança de cidade e toda a rotina nova em São Paulo?
Eleandro Passaia - Foi fácil! Minha esposa é de Guarulhos (SP) e já tinha vontade de voltar para São Paulo para abrir uma clínica odontológica aqui. Eu também tinha essa vontade de voltar, então encaixou perfeitamente. Foi simples!
R7 Entrevista - Depois de três anos no Balanço Geral Manhã, qual é a grande diferença para comandar o Balanço Geral da Tarde?
Eleandro Passaia - De manhã, o comportamento do telespectador é diferente. A pessoa está com pressa, se arrumando para o trabalho, ouvindo mais do que assistindo. As notícias são curtas, muito trânsito, tempo e operações policiais.
Ao meio-dia, a pessoa senta para almoçar, fica mais tempo na frente da TV. As reportagens são longas, elaboradas, com histórias mais completas. É quase uma revista eletrônica no ar.
R7 Entrevista - Assumir um programa consolidado, com tantos anos no ar e com a “cara do Reinaldo Gottino”, deve ter gerado pressão. Como você encarou esse desafio?
Eleandro Passaia - Foi o maior desafio da minha vida. Quando você assume algo que não existe ou que está com audiência baixa, qualquer resultado é bom.
Mas assumir um programa consolidado, com boa audiência e com um apresentador querido… é muito mais difícil. Eu sinto essa pressão até hoje. Todos os dias me cobro resultado. Chego às sete da manhã para estudar tudo que vai ao ar, para saber exatamente o que vou dizer. A pressão começa por mim mesmo.
Assumir um programa consolidado, com boa audiência e com um apresentador querido é muito mais difícil. Todos os dias me cobro resultado
R7 Entrevista - Você conversou com o Gottino antes da estreia para pedir conselhos?
Eleandro Passaia - O Gottino sempre foi meu conselheiro desde que eu cheguei na RECORD. Quando vim apresentar o Balanço Geral Manhã, ele me chamou de canto e disse: “Brother, seja você mesmo. A RECORD te trouxe pelo teu jeito. Entregue do seu jeito”. Ele sempre me deu dicas valiosas. E quando fui assumir o Balanço Geral, claro que procurei ele de novo.

R7 Entrevista - No primeiro dia no comando do programa, passou algo pela sua cabeça? Aquele frio na barriga?
Eleandro Passaia - Até hoje eu sinto. E acho ótimo. Quando você começa a sentir que “é um saco estar aqui”, é sinal de que está no lugar errado. Eu gosto de estar ao vivo, gosto da adrenalina, das notícias em cima do lance, dos furos, das reportagens ao vivo. Eu me divirto.
Eu gosto de estar ao vivo, da adrenalina, das notícias em cima do lance, dos furos, das reportagens ao vivo. Eu me divirto
R7 Entrevista - Você se diverte apresentando o Balanço Geral?
Eleandro Passaia - Sim. Eu me sinto à vontade. E o Lombardi me surpreende muito. Dias atrás havia a história de um ladrão de calcinhas. Ele invadia apartamentos para roubar calcinhas das vizinhas. No fim da reportagem, o Lombardi comentou ao vivo:“Eu fico pensando… que graça tem? Esse cara quer usar calcinha?”
Eu ri. E ele ainda perguntou: “Passaia, você já sentiu vontade de usar calcinha?”
Eu caí na risada. Ri tanto que sentei no estúdio. Ele é espontâneo demais. Eu me divirto, me emociono, me revolto junto com o público. Sinto tudo o que o telespectador sente.
R7 Entrevista - E como essa parceria com o Lombardi se fortaleceu ao longo do tempo?
Eleandro Passaia - É fácil ser amigo do Lombardi porque ele é muito transparente. Ele fala o que pensa, mas sem querer que os outros pensem igual. Eu admiro isso.
Ele me respeita apesar das nossas diferenças, futebol, política e religião, e eu respeito ele. Gosto de conviver com pessoas diferentes, porque elas nos complementam. Isso, no dia a dia, não é comum. Mas o Lombardi é maduro, sensato e muito equilibrado. Eu admiro demais o Lombardi.

R7 Entrevista - Como é sua relação com a Fabíola em A Hora da Venenosa?
Eleandro Passaia - É fácil trabalhar com a Fabíola, porque ela é daquele jeito mesmo. No bom sentido, ela é estabanada, fala sem pensar, e é muito divertida no dia a dia. Ela é a cara da Venenosa. É um privilégio trabalhar com ela.
É fácil trabalhar com a Fabíola [Reipert], porque ela é daquele jeito mesmo. No bom sentido, ela é estabanada, fala sem pensar, e é muito divertida no dia a dia
R7 Entrevista - Você já apareceu na Venenosa antes?
Eleandro Passaia - Sim, quando nasceu o Bruno. Outra vez quando derrubei uma garrafa de vinho no estúdio. Sempre notícias boas, nada polêmico (risos).

R7 Entrevista - E como é a parceria com a equipe — os repórteres e a produção do programa?
Eleandro Passaia - Muito boa. Para trabalhar comigo, é simples: eu permito que as pessoas me deem feedback de qualquer coisa que eu estiver fazendo. É oportunidade de crescer.
E como eu aceito, também me sinto no direito de falar quando alguma coisa não está legal. Se eu vejo um repórter, produtor ou editor fazendo algo que poderia ser melhor, eu chego e falo: “Olha, você fez assim, mas prefiro que faça assado na próxima vez”. E nunca tive problema, porque as pessoas entendem que é assim mesmo.
Tenho uma relação muito boa com os repórteres, inclusive amizade. Muitos frequentam minha casa, eu frequento a deles, saímos para jantar… Alguns produtores também. A gente acaba criando amizades para a vida. (Vocês duas precisam ir lá em casa, eu sou bom churrasqueiro! risos)
R7 Entrevista - Você comentou que alguns momentos engraçados são “impublicáveis”. Tem alguma história que dê para contar?
Eleandro Passaia - (risos) Teve um episódio recente. A gente estava falando sobre uma mulher envolvida com o tráfico, que vivia nas redes sociais como se fosse “empresária de sucesso”, mas era tudo dinheiro do crime. Ela se apresentou na delegacia toda desarrumada, suja, descabelada.
Eu mostrei a foto no telão e falei: “Lombardi, o que você acha dessa pessoa?”
Ele respondeu na hora: “Feinha”.
Eu ri demais, porque não esperava aquilo. Eu queria que ele comentasse a atitude dela, não a aparência. E ele completou: “Feia por dentro. A atitude dela é feia.”
Essa espontaneidade dele é maravilhosa. Eu sou assim ao vivo porque imagino que estamos em três: eu, ele e o telespectador. Se eu estivesse em uma roda de conversa e alguém me respondesse daquele jeito, eu iria rir muito — então faço o mesmo no programa.
R7 Entrevista - Com tantas notícias fortes, como você faz para se desconectar quando chega em casa?
Eleandro Passaia - Minha família é meu ponto de equilíbrio. Eu aprendi que cada dia é único. Eu tenho um filho de dois anos e outro vindo aí. Para eles, tudo é mágico. Meu filho ri de qualquer bobagem que eu faço. Então, quando chego em casa, eu me desligo completamente do jornal. Quero que ele cresça dizendo: “Meu pai foi meu melhor amigo.”
Eu também leio muito para me distrair. Leio nos intervalos, no trabalho, no celular, porque em casa meu tempo é totalmente da minha família.
Minha família é meu ponto de equilíbrio. Eu aprendi que cada dia é único

R7 Entrevista - Você anunciou ao vivo que seria pai novamente e fez o chá revelação no programa. Como foi esse momento?
Eleandro Passaia - Foi muito bacana. Eu não sabia, foi surpresa da produção. Quando eu vi minha esposa e o Bruninho ali, eu embarquei na onda.
E tem uma coisa que minha geração não tinha: registro de tudo. Eu fico imaginando como seria incrível ter vídeos da minha infância, das brincadeiras, das viagens… Então acho muito legal para os meus filhos terem isso registrado. O Bruno participou, e o Pedro, quando crescer, vai ver como a gente estava feliz. Eu vivo intensamente esses momentos.
Veja:
R7 Entrevista - E sua relação com sua filha mais velha?
Eleandro Passaia - É muito boa. Eu tinha outra cabeça aos 33 anos. Trabalhei muito, e acabei tendo menos tempo com ela, embora vivesse intensamente os momentos que tínhamos.
Ela tem 18 anos. Inclusive, o segundo nome do meu filho foi ela quem escolheu: Henri. Na época, eu achei feio (risos), mas deixei. Hoje ela mesma diz que não gosta mais do nome! E eu brinco com ela por isso.
Dentro de casa, somos muito transparentes. Eu ensino meus filhos a não terem medo de ouvir feedback. Nada de viver numa bolha onde tudo é perfeito. A gente se zoa sem maldade. E isso ajuda emocionalmente.

R7 Entrevista - Voltando ao jornalismo: casos com crianças sempre te emocionam. Como controlar isso ao vivo?
Eleandro Passaia - Eu choro com facilidade, mas no ar eu me seguro porque o telespectador precisa da informação. Não posso chorar o tempo todo.
Mas me pega demais casos com crianças. Hoje (no dia da entrevista) mostramos um casal que adotou três crianças e maltratava uma delas. O menino de 10 anos dizia que não se sentia amado…É de cortar o coração.
Qualquer violência contra criança me destrói por dentro.
Eu choro com facilidade, mas no ar eu me seguro porque o telespectador precisa da informação
R7 Entrevista - E sua relação com as redes sociais? O que mudou no último ano?
Eleandro Passaia - Rede social é interessante, porque eu não tinha até pouco tempo. Eu era daqueles que não queria ter rede social. Mas existe uma demanda profissional. Entrei com resistência, então postava poucas coisas e às vezes passava muito tempo sem postar. De um ano para cá, desde que assumi o Balanço, estabeleci um compromisso: postar todos os dias.
E curiosamente, o que vocês sempre falam é verdade: quanto mais você posta, mais cresce. Em menos de um ano, ganhei mais seguidores do que em seis anos anteriores. Aprendi a mostrar um pouco do meu trabalho e um pouco da minha vida.
Confira:
R7 Entrevista - E como é gravar os conteúdos leves, trends, vídeos engraçados? Tem algum favorito?
Eleandro Passaia - Eu gosto muito. Favorito, não sei, tem tantos (risos). Outro dia mesmo, saí do programa, sentei no sofá e vi um vídeo de um cara dançando. Estava de roupa do Balanço e resolvi gravar também e mandei para vocês, foi bem legal.
Gravamos coisas praticamente todos os dias. Esses vídeos são leves e engajam bastante. O público gosta, comenta e compartilha.
R7 Entrevista - E qual momento nas redes repercutiu mais?
Eleandro Passaia - Foram tantos, né? Desafio com o Lombi, bastidores, vídeo dirigindo o carro no estúdio, ovo quebrado da Fabíola… Gostei muito dos vídeos do chute na caneta e da dança, porque movimentaram outros apresentadores. Os recortes espontâneos, como as pérolas do jornal e os memes. São momentos que repercutem muito, tanto nas redes quanto internamente na emissora.
R7 Entrevista - O que você mais escuta do público nas ruas ou nas redes sobre sua apresentação do Balanço Geral?
Eleandro Passaia - As pessoas falam muito: “Eu adoro o jeito que você dá notícia, porque são notícias pesadas, mas você deixa mais leve.”
Muita gente destaca meu estilo de apresentar, que é conversado, falado, não aquele padrão de jornal formal.
R7 Entrevista - E como lida com o carinho e as críticas?
Eleandro Passaia - Lido muito bem com crítica! A virada aconteceu quando eu tinha 33 anos, depois que denunciei uma quadrilha. 99% da cidade me elogiou, mas 1% — assessores e familiares dos envolvidos — me detonou. Aquilo me abalou muito, e eu vivia ligado ao que os outros falavam. Foi aí que eu amadureci emocionalmente. Aprendi que quem quer falar mal vai inventar motivo. E que o sucesso atrai crítica.
Quando a crítica é justa, eu absorvo. Quando é maldade, deixo pra lá. Até hoje minha mãe comenta que tem gente que fala mal de mim, mas eu digo: “Se parar de ter crítica, é porque parei de crescer”.
O carinho das pessoas eu vejo com responsabilidade. Não posso decepcionar quem me acompanha.
R7 Entrevista - Agora, sobre o “estilo Passaia”: como você define seu estilo no Balanço Geral?
Eleandro Passaia - É difícil definir meu próprio estilo. Se me perguntar o estilo do Gottino, do Zucatelli, da Mariana, do William Leite, eu sei. Mas o meu é complicado, porque eu só tento ser eu mesmo.
Acho que meu estilo é conversar com o telespectador como se ele estivesse na minha casa, enquanto eu preparo um churrasco. O Jornal da Record tem uma apresentação formal. O Balanço Geral, não.
Se fosse no Jornal da Record, eu apresentaria desse jeito, com tom sério: “Exclusivo: o Jornal da Record mostra a maior apreensão…”
No Balanço Geral: “Vem cá que eu tenho algo que só você vai ver aqui. Você não vai acreditar…”
Eu converso. É espontâneo.
R7 Entrevista - Quais valores você tenta transmitir diariamente?
Eleandro Passaia - Que vale a pena continuar acreditando no bem. Mesmo com tantos exemplos ruins, vale a pena continuar sendo honesto. E vale a pena continuar lutando por algo melhor. Mas para isso, precisamos denunciar o que está errado.

R7 Entrevista - O que espera para o próximo ano do programa?
Eleandro Passaia - Que cresça ainda mais em audiência. Esse primeiro ano foi de adaptação para toda a equipe, e agora estamos mais alinhados. A partir de 2026, novos quadros devem surgir, ainda não posso falar quais. E manteremos as reportagens externas.
R7 Entrevista - E o que o público pode esperar de você no Balanço Geral de 2026?
Eleandro Passaia - Vou continuar me entregando, porque sou feliz em São Paulo. Gosto de morar aqui. Morei na cidade por três anos e meio, depois fui para Curitiba (PR) por seis meses e senti muita falta. Quando voltei, percebi que São Paulo já fazia parte de mim, e eu ainda não tinha entendido isso. Senti falta da correria, do ritmo, de estar no centro de tudo. E, por saber que estou no lugar onde quero estar, consigo me entregar ao meu trabalho e à cidade de corpo e alma. Então, o público pode esperar de mim entrega total.














