12P/Pons-Brooks emite sinais misteriosos de rádio surpreendendo astrônomos
Sinais de rádio do 12P/Pons-Brooks podem revelar segredos do Sistema Solar antigo
Fala Ciência|Do R7

O 12P/Pons-Brooks voltou a chamar atenção da comunidade científica após revelar sinais de rádio intrigantes. Observado pela última vez em 2024 durante sua aproximação da Terra, este cometa criovulcânico possui uma estrutura composta de gelo, poeira e gases, emitindo material em erupções que formam sua característica cauda em formato de chifre.
O estudo mais recente, liderado pelo Observatório Astronômico de Xangai e publicado na revista Astronomy & Astrophysics, utilizou dados do Radiotelescópio Tianma para investigar essas emissões e descobrir padrões até então desconhecidos sobre a atividade do cometa.
A cauda de chifre e o comportamento criovulcânico

O 12P/Pons-Brooks pertence à classe de cometas do tipo Halley, com núcleo gelado cercado por uma concha dura. Quando se aproxima do Sol, a radiação aquece seu interior, liberando gases e poeira que formam a cauda característica.
Durante sua passagem em 2024, foram observadas explosões de brilho e sinais de rádio, sugerindo atividade interna intensa. Esse comportamento indica que, mesmo com órbita de longo período, o cometa mantém elevado potencial de interação com a radiação solar.
Sinais de rádio e produção de água
Os pesquisadores detectaram linhas espectrais de hidroxila (OH), resultado da quebra do vapor de água pelo Sol. Essas medições permitiram modelar como a luz solar interage com a superfície e prever taxas de produção de água durante cada explosão.
A análise revelou que o cometa é significativamente mais ativo que outros de sua classe, fornecendo pistas sobre processos que ocorreram nos primeiros 4,6 bilhões de anos do Sistema Solar. Compreender essa atividade é essencial para decifrar a origem de moléculas que podem ter contribuído para a vida na Terra.
O estudo do 12P/Pons-Brooks oferece insights sobre a formação e evolução do Sistema Solar, ajudando a entender como cometas podem transportar água e compostos orgânicos essenciais. Além disso, monitorar emissões de rádio em corpos espaciais ajuda a mapear processos criovulcânicos e a dinâmica da interação Sol-cometa, fundamentais para futuras missões de exploração e modelos astrobiológicos.















