Aumentar massa muscular protege o cérebro e a memória, diz estudo
Exercícios e alimentação podem preservar cérebro biologicamente mais jovem
Fala Ciência|Do R7

Manter massa muscular adequada e reduzir a gordura visceral pode ser mais importante do que se imagina para a saúde do cérebro. Um estudo com 1.164 adultos, liderado por Yuichiro Chino e apresentado na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA), revela que indivíduos com maior volume muscular e menor gordura abdominal apresentaram uma idade cerebral estimada mais jovem, calculada por inteligência artificial a partir de ressonâncias magnéticas.
Composição corporal e idade cerebral
A pesquisa analisou quatro fatores principais:
As análises mostraram que a gordura subcutânea não impacta a idade cerebral, enquanto a gordura visceral se associou a envelhecimento cerebral acelerado. Por outro lado, a massa muscular teve efeito protetor, sugerindo que músculos preservados podem retardar processos de declínio cognitivo.
Por que a gordura visceral prejudica o cérebro?

Localizada profundamente na cavidade abdominal, a gordura visceral envolve órgãos vitais e está ligada a alterações metabólicas como:
Esses fatores podem contribuir para alterações cerebrais e acelerar o envelhecimento do cérebro. Avaliar apenas o peso corporal ou o IMC não oferece essa visão detalhada; a composição corporal fornece uma leitura mais precisa da saúde metabólica e neurológica.
O papel protetor da massa muscular
Preservar massa muscular ao longo da vida ajuda a:
Exames de imagem que quantificam a massa muscular podem monitorar intervenções de exercícios, alimentação ou terapias voltadas à saúde cerebral.
Aplicações práticas e prevenção
O estudo aponta estratégias para cuidar do corpo e do cérebro:
Essas medidas permitem ajustar tratamentos, evitando perda de músculos e potencializando os benefícios para o envelhecimento cerebral saudável.
Manter mais músculos e menos gordura visceral não só melhora a saúde metabólica, mas também preserva o cérebro biologicamente mais jovem.
Estratégias simples de treino, alimentação e acompanhamento clínico podem reduzir o risco de declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas. A composição corporal surge, portanto, como um marcador importante para o envelhecimento saudável do cérebro.















