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Cometa é pulverizado após chegar perto demais do Sol

Cometa raro não resiste ao calor extremo e se desintegra ao passar pelo Sol

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Cometa gigante enfrenta o Sol e não sobrevive ao impacto térmico (Imagem: SOHO – ESA/NASA) Fala Ciência

A aproximação de um cometa ao Sol costuma render espetáculos impressionantes no céu. No entanto, nem sempre o desfecho é grandioso. O cometa C/2026 A1 (MAPS), o primeiro identificado em 2026, teve um destino diferente: foi completamente destruído ao passar extremamente perto do Sol, em um evento raro registrado por instrumentos espaciais.

O episódio chama atenção não apenas pela dramaticidade, mas também pelo que revela sobre os limites físicos desses corpos celestes. Logo abaixo, os principais pontos do fenômeno:


  • O cometa passou a apenas 160 mil km da superfície solar;
  • A intensa radiação causou fragmentação imediata do núcleo;
  • O objeto deixou de existir como corpo sólido, restando poeira e detritos;
  • A desintegração foi registrada por equipamentos da missão SOHO (ESA/NASA).

Um encontro extremo com consequências inevitáveis


Ao se aproximar do Sol, o cometa enfrentou condições extremas de temperatura, radiação e forças gravitacionais. Esses fatores atuam simultaneamente, provocando o aquecimento rápido e a instabilidade estrutural do núcleo.

Inicialmente, o objeto ainda aparecia como um cometa íntegro. No entanto, em poucas horas, ocorreu um aumento repentino de brilho, um sinal típico de fragmentação explosiva. Em seguida, o núcleo simplesmente deixou de existir, dando lugar a uma nuvem difusa de partículas.


Esse comportamento é comum em cometas que seguem trajetórias muito próximas da estrela, conhecidos como cometas rasantes solares.

Nem todos sobrevivem: o destino dos cometas extremos


Cometa se desintegra após enfrentar temperaturas extremas do Sol (Imagem: SOHO – ESA/NASA) Fala Ciência

O C/2026 A1 fazia parte de um grupo especial chamado família Kreutz, composta por fragmentos de um antigo cometa gigante que se quebrou há séculos. Esses objetos compartilham órbitas altamente alongadas e frequentemente passam perigosamente perto do Sol. Nesse tipo de trajetória, dois cenários são possíveis:

  • Sobrevivência ao periélio, com aumento intenso de brilho
  • Desintegração total, causada pelo calor extremo

No caso do MAPS, o segundo cenário prevaleceu. A proximidade extrema, menor que o diâmetro solar, foi suficiente para destruir completamente o objeto.

O que os cientistas aprendem com essas colisões solares

Embora o desaparecimento do cometa possa parecer apenas um espetáculo astronômico, ele fornece dados valiosos para a ciência. A análise da nuvem de poeira e dos fragmentos permite entender melhor:

  • A composição interna dos cometas
  • A resistência estrutural desses corpos
  • A interação entre matéria sólida e o ambiente solar

Além disso, esses eventos ajudam a aprimorar modelos sobre a evolução do Sistema Solar, já que muitos cometas são remanescentes primitivos da sua formação.

Quando chegar perto demais do Sol significa o fim até para gigantes do espaço

O C/2026 A1 chamou atenção por seu potencial de brilho e por ter sido detectado ainda distante, algo incomum. Caso tivesse sobrevivido, poderia se tornar um dos cometas mais impressionantes da década.

No entanto, seu fim reforça uma realidade inevitável: o Sol é uma força dominante, capaz de destruir até mesmo objetos com milhões de quilômetros de extensão em cauda. Assim, mais do que um espetáculo perdido, o evento representa uma oportunidade científica única de observar, em tempo real, os limites entre sobrevivência e destruição no espaço.

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