Como a Chikungunya se espalha e ameaça crianças e idosos
Aumento de casos exige atenção especial em comunidades vulneráveis
Fala Ciência|Do R7

A Chikungunya, doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, voltou a preocupar autoridades de saúde no Brasil, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde cinco mortes já foram registradas em 2026.
Entre as vítimas, destacam-se bebês e idosos, grupos mais suscetíveis às complicações da doença. O cenário já é tratado como epidemia pelo governo estadual, mobilizando equipes de saúde para conter a disseminação.
Situação crítica em comunidades indígenas
Na Reserva Indígena de Dourados, casos recentes mostraram a gravidade da doença. A Aldeia Jaguapiru registrou a morte de um bebê de apenas um mês, o segundo caso fatal em lactentes neste ano. A Secretaria de Saúde local, estadual e federal acompanha de perto a evolução dos casos.
Para combater a proliferação do vírus, uma força-tarefa foi organizada, incluindo:
Sintomas e riscos da Chikungunya
A infecção pelo vírus Chikungunya provoca sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, fadiga e mal-estar geral. Em casos mais graves, podem ocorrer complicações neurológicas, incluindo encefalite, meningite e paralisia, além de uma recuperação lenta, com dores persistentes por semanas ou meses.
Panorama nacional e global
No Brasil, os estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo concentram a maior incidência da doença em 2026, com predominância de casos em mulheres e adultos jovens (20 a 29 anos). Globalmente, segundo dados da European Centre for Disease Prevention and Control de fevereiro de 2026, foram registrados 2.882 casos relacionados ao vírus em diversos continentes, incluindo América, Ásia, África e Europa. Países como Suriname, Bolívia, México, Paquistão e Seychelles também reportaram novos casos, destacando a relevância da vigilância internacional.
Prevenção é a chave
A prevenção continua sendo a forma mais eficaz de evitar a propagação da Chikungunya. As principais medidas incluem:
A atenção rápida aos sinais da doença, associada à mobilização de equipes de saúde, é fundamental para reduzir casos graves e óbitos. O monitoramento contínuo e a conscientização da população podem limitar a disseminação do vírus e proteger grupos de maior risco, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades.














