Descoberta revela crescimento rápido de buracos negros no universo primitivo
Descubra como buracos negros supermassivos desafiam modelos tradicionais de formação
Fala Ciência|Do R7

Imagine um universo recém-nascido, com menos de meio bilhão de anos de idade. Nesse cenário, galáxias estavam começando a se formar, e buracos negros emergiam em meio a uma matéria extremamente densa. Observações recentes do Telescópio Espacial James Webb revelaram que, mesmo nesse estágio precoce, alguns desses buracos negros já tinham massas de bilhões de sóis, muito além do que as teorias tradicionais poderiam explicar.
Enquanto os modelos clássicos sugerem que buracos negros crescem lentamente por fusões de galáxias e absorção gradual de matéria, os dados indicam que o crescimento foi mais rápido e caótico no universo primitivo.
Crescimento super-Eddington: uma corrida acelerada

No início do cosmos, as condições eram muito diferentes das atuais. As regiões extremamente densas permitiam que os buracos negros absorvessem matéria a taxas mais altas do que o Limite de Eddington tradicionalmente permitiria. Esse fenômeno, chamado crescimento super-Eddington, funcionou como um “atalho” no universo jovem:
Mesmo assim, estudos indicam que, a longo prazo, o crescimento acelerado não é decisivo: buracos negros que cresceram lentamente acabariam alcançando massas semelhantes, como se maratonistas ultrapassassem velocistas em corridas longas.
Origens ainda mais antigas e misteriosas
Se nem o crescimento super-Eddington nem as fusões galácticas explicam os gigantes observados, surge uma hipótese ousada: alguns buracos negros podem ter se formado com massa inicial elevada, possivelmente logo após o Big Bang, durante a fase de inflação cósmica. Esses “monstros primordiais” teriam começado com tamanhos já impressionantes, acelerando sua evolução e permitindo que se tornassem os supermassivos que vemos hoje.
Esse cenário desafia nossas ideias sobre evolução cósmica e sugere que a história do universo ainda guarda segredos profundos sobre a formação de buracos negros.















