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Elon Musk acelera produção de chips que conectam cérebro a computadores

Implantes cerebrais da Neuralink avançam com cirurgia automatizada e BCIs humanas

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Neuralink avança: implantes cerebrais automatizados chegam em 2026 (Imagem: Alexander's Images via Canva) Fala Ciência

A tecnologia de interfaces cérebro-computador (BCIs) está prestes a dar um salto histórico. A Neuralink, empresa de Elon Musk, anunciou que pretende iniciar a produção em larga escala de seus implantes cerebrais já em 2026. O diferencial do projeto é a combinação entre alta densidade de eletrodos, dispositivo compacto e cirurgia quase totalmente automatizada, abrindo caminho para um uso mais acessível e eficiente da tecnologia.

Os implantes da Neuralink já estão sendo testados em humanos desde 2024, com foco principal em pacientes com tetraplegia, permitindo que eles controlem computadores, braços robóticos e outros dispositivos apenas com o pensamento. 


Avanços técnicos que prometem revolucionar a neurotecnologia

A tecnologia atua traduzindo sinais neurais em comandos digitais, promovendo avanços inéditos em reabilitação motora e comunicação assistida. Entre os destaques do implante estão:


  • 1.024 eletrodos distribuídos em 64 fios ultrafinos, oferecendo precisão inédita na captura de sinais cerebrais;
  • Procedimento cirúrgico simplificado, em que os filamentos atravessam a dura-máter sem removê-la, reduzindo riscos e tempo de operação;
  • Automação parcial da cirurgia, permitindo padronização e potencial ampliação do acesso em larga escala.

Tecnologia que lê a mente: BCIs da Neuralink prometem revolução (Imagem: Getty Images/ Canva Pro) Fala Ciência

Esses fatores tornam o dispositivo da Neuralink diferente de outras soluções de BCIs, como o Stentrode, desenvolvido pela Synchron, que também está avançando em testes humanos, mas com menor densidade de eletrodos e procedimentos menos automatizados.


Impactos esperados na saúde e na qualidade de vida

Com a evolução do projeto, pacientes com paralisias graves poderão recuperar funções que antes eram impossíveis, utilizando a tecnologia para:


  • Operar computadores e smartphones;
  • Controlar próteses robóticas;
  • Interagir com dispositivos do cotidiano apenas com o pensamento.

Além do impacto clínico, essa expansão sinaliza uma nova era da neurotecnologia, na qual dispositivos cerebrais compactos e seguros poderão se tornar parte do tratamento de condições neurológicas severas. Publicações científicas recentes em Nature Neuroscience e Journal of Neural Engineering destacam a importância das BCIs na reabilitação e no potencial de integração futura com inteligência artificial.

O movimento da Neuralink em direção à produção massiva de implantes cerebrais marca um divisor de águas na interface entre cérebro e tecnologia, aproximando a sociedade de soluções que antes pareciam restritas à ficção científica.

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