Elon Musk acelera produção de chips que conectam cérebro a computadores
Implantes cerebrais da Neuralink avançam com cirurgia automatizada e BCIs humanas
Fala Ciência|Do R7

A tecnologia de interfaces cérebro-computador (BCIs) está prestes a dar um salto histórico. A Neuralink, empresa de Elon Musk, anunciou que pretende iniciar a produção em larga escala de seus implantes cerebrais já em 2026. O diferencial do projeto é a combinação entre alta densidade de eletrodos, dispositivo compacto e cirurgia quase totalmente automatizada, abrindo caminho para um uso mais acessível e eficiente da tecnologia.
Os implantes da Neuralink já estão sendo testados em humanos desde 2024, com foco principal em pacientes com tetraplegia, permitindo que eles controlem computadores, braços robóticos e outros dispositivos apenas com o pensamento.
Avanços técnicos que prometem revolucionar a neurotecnologia
A tecnologia atua traduzindo sinais neurais em comandos digitais, promovendo avanços inéditos em reabilitação motora e comunicação assistida. Entre os destaques do implante estão:

Esses fatores tornam o dispositivo da Neuralink diferente de outras soluções de BCIs, como o Stentrode, desenvolvido pela Synchron, que também está avançando em testes humanos, mas com menor densidade de eletrodos e procedimentos menos automatizados.
Impactos esperados na saúde e na qualidade de vida
Com a evolução do projeto, pacientes com paralisias graves poderão recuperar funções que antes eram impossíveis, utilizando a tecnologia para:
Além do impacto clínico, essa expansão sinaliza uma nova era da neurotecnologia, na qual dispositivos cerebrais compactos e seguros poderão se tornar parte do tratamento de condições neurológicas severas. Publicações científicas recentes em Nature Neuroscience e Journal of Neural Engineering destacam a importância das BCIs na reabilitação e no potencial de integração futura com inteligência artificial.
O movimento da Neuralink em direção à produção massiva de implantes cerebrais marca um divisor de águas na interface entre cérebro e tecnologia, aproximando a sociedade de soluções que antes pareciam restritas à ficção científica.













