Entenda o que é surto psicótico e como proteger quem está em crise
Saiba como identificar o início de um surto psicótico e agir com calma até o atendimento médico
Fala Ciência|Do R7

Em determinadas situações, o cérebro pode entrar em um estado de confusão profunda, no qual a pessoa perde momentaneamente o contato com a realidade. Esse fenômeno, conhecido como surto psicótico, costuma surgir de forma súbita e pode causar medo, desorientação e comportamentos imprevisíveis.
Nesses momentos, o indivíduo acredita firmemente em ideias ou percepções que não correspondem ao mundo real, e, por isso, o apoio rápido e adequado é essencial para evitar riscos e preservar a saúde mental.
Causas e condições associadas à psicose
A psicose não é uma doença isolada, mas sim um sintoma presente em diversos transtornos psiquiátricos e neurológicos. Entre as causas mais comuns estão:
Além disso, fatores como estresse extremo, privação de sono e histórico familiar de transtornos mentais também podem contribuir para o surgimento de um episódio psicótico.
Como identificar o início de um surto psicótico

Um surto raramente acontece de forma abrupta. Em muitos casos, mudanças sutis de comportamento podem ser observadas dias antes da crise. Entre os sinais de alerta estão:
Reconhecer essas transformações precocemente é fundamental para buscar ajuda médica antes que o quadro se agrave.
O que fazer durante um surto psicótico
Durante uma crise, a segurança deve ser a prioridade. É importante manter a calma, evitar discussões e não tentar conter fisicamente o paciente, pois isso pode aumentar a agitação. O ideal é falar com tranquilidade, permanecer em um ambiente seguro e chamar ajuda profissional o quanto antes.
Em situações de risco, é recomendado acionar o Samu (192) para que o paciente seja levado a um atendimento de emergência, onde poderá receber medicamentos e cuidados adequados.
Tratamento e recuperação: o papel do acolhimento
O tratamento dos episódios psicóticos combina uso de medicamentos antipsicóticos e acompanhamento psicológico contínuo. A Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei nº 10.216/2001) garante que o tratamento priorize o cuidado em liberdade e próximo da família, reservando a internação apenas para casos de risco.
Quando o quadro é controlado, o foco passa a ser a reintegração social e o fortalecimento do vínculo familiar, fundamentais para evitar recaídas. Com acompanhamento adequado, a maioria dos pacientes consegue recuperar o equilíbrio mental e retomar sua rotina com segurança e autonomia.















